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Benite.

por FJV, em 09.12.16

Passam quatro anos sobre a morte de Joaquim Benite (1943-2012), jornalista, crítico e encenador de teatro, fundador do Grupo de Campolide e, mais tarde, da Companhia de Teatro de Almada – e, como o recordo comovidamente, grande recriador de Shakespeare. A última das suas encenações foi justamente Timão de Atenas, que já tinha encenado em Mérida, em 2008 (dois anos antes de Troilo e Créssida) – e que foi estreada pela Companhia 16 dias depois da sua morte, a 20 de dezembro de 2012, uma homenagem maravilhosa a um homem encantador, uma grande voz (no sentido literal) do nosso teatro, um encenador corajoso de O’Neill, Gogol, Brecht, Raul Brandão ou Mozart (inesquecível, A Clemência de Tito), Marivaux e Molière, Pushkin e Gil Vicente ou António José da Silva, Saramago e Thomas Bernhard. A obra completa da Companhia de Teatro de Almada (as suas encenações, a dos convidados, a do seu grande Festival) continua hoje pela mão de Rodrigo Francisco, mas não cessa de evocar a presença tutelar de um homem generoso e sonhador, capaz de arriscar quase tudo pelo teatro. Com uma voz quase sobrenatural.

[Da coluna do CM]

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