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As ‘raparigas’ estudam mais na universidade, são melhores e mais discretas.

por FJV, em 03.01.17

O comissário europeu Carlos Moedas veio a Portugal e uma das suas visitas foi ao centro de investigação 3B’s da Universidade do Minho (cada um dos ‘b’ significa biomaterial, biodegradável e biomimético), no Vale do Ave, entre Braga e Famalicão – é ali que trabalham 150 investigadores desconhecidos do ‘mundo pop’ (não têm o ‘glamour’ histérico da Web Summit nem são tão populares como os ‘chefs’ da moda), distribuídos por quase uma dezena de nacionalidades. Nestas áreas de investigação, em poucos anos, a Universidade do Minho conseguiu cerca de 50 patentes científicas internacionais – um caminho maravilhoso. Li várias notícias sobre o assunto, mas o pormenor mais importante (além da natureza do trabalho que desenvolvem, claro) foi desprezado em quase todas: as mulheres são ali praticamente o dobro dos homens. Enquanto os ‘rapazes’ andam a discutir a bola e a apreciar à socapa, muito cúmplices e a coçar as partes, um ministro que chama ‘feira do gado’ a uma reunião decisiva, as ‘raparigas’ estudam mais na universidade, são melhores e mais discretas. Sim, o meu aplauso vai para elas.

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