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A Caixa, com certeza.

por FJV, em 09.08.17

Durante anos, os do “oásis” e os da “euforia” (até se acabar o dinheiro, como todos sabemos – e frequentemente se esquece), Portugal podia não ter a extraordinária vaga de turistas que enchem as nossas ruas. Mas, à mesma dimensão, havia uma extraordinária vaga de gestores (os melhores do mundo, os pilares da Europa, as colunas da economia) a encher os gabinetes das “nossas empresas”, incluindo o banco público. Parece que em grande parte delas houve irregularidades e má gestão, ou não estariam como estão ou como acabaram por desaparecer; parece que, no caso da Caixa, houve dinheiro para todos os amigos do regime comprarem ações de outros bancos (que depois foram destruir, também metodicamente), montarem empresas inviáveis, negócios tão ruinosos que nunca empobreceram os gestores amigos que, entretanto, transitaram para outros negócios em que era necessário ser muito amigo “das autoridades”. E o que concluem os relatórios (como o da Caixa)? Que é tudo exagero e maledicência. Em literatura, nem o Cohen de Os Maias, de braço dado com o conde Gouvarinho, era capaz desse descaramento.

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