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Rio, 444.

por FJV, em 04.03.09

A vida das cidades traduz-se em tudo – no cinema, na literatura, na música, nas ideias que produziu, nos romances que suscitou, nas pessoas que a amam e que a não dispensam. O Rio de Janeiro assinalou anteontem 444 anos de vida. Eu poderia dizer que se trata da minha cidade, mas seria pouco: o Rio é o retrato mais forte da beleza impura. Fundada por portugueses, cresceu contra nós para se tornar aquilo que é – bela, cosmopolita, rica, miserável, canalha, bela, limpa, suja, romântica, erótica, festiva, melancólica. A corte portuguesa, fugitiva, emprestou-lhe poder; mas a graça, a beleza, a alegria e a malandrice, vieram depois, com a imigração massiva, a misturança e o orgulho – ela é aquilo que nós poderíamos ter sido se não tivéssemos sido aquilo que fomos: uns aborrecidos.

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2 comentários

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De Bic Laranja a 05.03.2009 às 15:07

Posso ser aborrecido, mas é maciço.
Desculpe!
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De nuno ferreira a 05.03.2009 às 20:26

Ele é o Rio, Jerusalem, Ushuaia, Lourenço Marques...

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