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Renováveis.

por FJV, em 24.07.08

Eu não me importo de pagar 35 euros por ano para financiar estudos e projectos sobre energias renováveis. Na verdade, devemos preparar-nos para substituir o petróleo e o nosso endividamento às más companhias que o comercializam e produzem, bem como insistir na «questão ambiental». É um dever de todos. Mas não quero duas coisas: nem subsidiar essas energias no seu conjunto e por período indeterminado nem favorecer, fora das regras do mercado, esta ou aquela empresa. Além disso não quero que me façam pagar esses 35 euros de forma sacana, às escondidas. Prefiro que me perguntem: queres pagar 2,91 euros por mês aplicáveis no desenvolvimento de energias renováveis? E eu respondo: sim. Mas às claras. Assim, como está (veja-se o CM de ontem), acho que é uma malandrice.

 

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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4 comentários

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De André Jegundo a 24.07.2008 às 10:25

Totalmente de acordo, mas com uma ressalva: onde é que FJV esteve nos últimos oitenta anos para protestar contra os subsídios encapotados de que os combustíveis fósseis beneficiam?

Se os danos ambientais causados pela extracção e a combustão de combustíveis fósseis estivessem integrados no preço da energia, qual seria o seu valor real?

Nâo é isto um subsídio encapotado que todos pagamos?
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De whatever a 24.07.2008 às 12:10

E o que mais nós andaremos a pagar "às escondidas"?! É que olhando para o meu salário tudo indica que este é que anda "escondido"...
Um bom lembrete este seu post.
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De francisco a 24.07.2008 às 12:43

100% de acordo. Provavelmente, com políticas claras e honestas até concordaríamos em fazer alguns sacrifícios. Mas o que se vê, na realidade, (e não me refiro só à EDP) é toda uma máquina sugadora de recursos que recorre aos mais abjectos meios para atingir os seus fins.
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De António a 27.07.2008 às 22:14

Quando pagamos seja o que for quase sempre no preço que pagamos está lá algo encapotado. As empresas incorporam nos preços dos produtos que vendem vários componentes que para o consumidor são desconhecidos (encapotados), por exemplo o custo dos investimentos futuros (provisões para investimentos). Portanto o título do Correio da Manhã visa apenas obter junto do leitor a preferência pelo produto que vende. No preço do Correio da Manhã está incluído, encapotado, o custo pago aos consultores (marketing) para conhecer a forma mais eficaz de levar o público a preferir o CM.

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