Sábado, 14.06.08

Eu já tive outra opinião. Notícias como esta merecem atenção porque configuram uma nova realidade na net ou, se quiserem, na web 2.0. Aviso que estou cada vez mais céptico em relação às suas maravilhas; atribuo o problema à idade e evito discutir o assunto, mas acho, na mesma, que o código genético da web 2.0 não oferece todas as garantias. Penso que é um tema que nos devia ocupar.

 

Há uns meses rir-me-ia das excessivas cautelas de Andrew Keen, neste livro (O Culto do Amadorismo. Como a Internet está a Matar a Nossa Cultura e a Assaltar a Nossa Economia, edição Guerra e Paz). Hoje penso que os danos colaterais da web 2.0 estão a ser cada vez mais prejudiciais para a nossa cultura, para a nossa liberdade e para o nosso trabalho. Releio George Steiner para não cair em tentação.



FJV
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3 comentários:
De Carlos a 15 de Junho de 2008 às 11:35
O Poder desconfia de tudo aquilo que não entende e odeia tudo aquilo que não pode controlar.


De carlosbarbosaoli a 15 de Junho de 2008 às 18:45
Fui talvez das primeiras pessoas em Portugal a escrever sobre os perigos da Net. Pelas razões apontadas por Andrew Keen, mas não só. Na altura fui acusado de retrógrado, cnservador e outra coisas similares. Não liguei, porque já em 1991, quando advertira para a possibilidade da existência de uma crise alimentar como aquela a que estamos a assistir hoje, quase fui crucificado por quem me leu e por alguns amigos que me olharam de soslaio, com ar de quem diz"este gajo não está bom da cabeça". Preferia ter-me enganado, mas infelizmente isso não aconteceu.
Não julgue o FJV - ou algum dos seus leitores- que sou bruxo. Em ambos os casos, limitei-me a escrever com base em estudos que vêm sendo relizados há muito, mas a que em Portugal se dá pouca importância . Como sou free-lancer e a maioria das coisas que escrevo só tem eco em jornais e revistas de pouca audiência, vão me safando de ser linchado.


De henedina a 15 de Junho de 2008 às 22:44
"atribuo o problema à idade e evito discutir o assunto" O evito de discutir o assunto é que deve atribuir à idade, e quando tiver idade de deixar de discutir os assuntos então é velho. Acho mesmo que a definição de velhice devia ser dada assim: velhice- momento da vida onde se evita de discutir os assuntos. Parece pelo seu blog que ainda está longe desta definição.


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