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por FJV, em 17.11.05
||| Preconceitos de classe.
Três dos tabus dos últimos dias. Primeiro: que o facto de Manuela Ferreira Leite ter dito que o PSD votou mal ao votar contra o Orçanmento Geral do Estado, significa que há divisões sérias no PSD e que (ah, que saudades da teoria da conspiração!) isso é o primeiro sinal de que, com Cavaco na presidência, Marques Mendes tem os dias contados. Segundo: que a disposição de Mário Lino ao afirmar que quer chamar a si o Metro do Porto não significa que quer chamar a si e ao governo o Metro do Porto. Terceiro: que a entrevista de Cavaco Silva na TVI correu assim-assim a Cavaco e que foi eficaz «para quem interessa».
São preconceitos ridículos de classe política. Na verdade, as coisas passam-se de outra maneira. Primeiro: Manuela Ferreira Leite disse aquilo que o PSD devia dizer (ou seja, que o voto correcto do PSD era a abstenção) mas não disse sob pena de se achar que o PSD andava a dizer o que não devia dizer. Segundo: Mário Lino (como muito bem escreve David Pontes no JN de hoje) quer chamar a si o Metro do Porto e não é para evitar desregramentos orçamentais mas para tutelar politicamente a empresa. Terceiro: a entrevista de Cavaco Silva na TVI tanto me faz que tivesse sido eficaz «para quem interessa» -- a mim pareceu-me fraca.

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1 comentário

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De PAPA AMORAS a 17.11.2005 às 21:15

Já somos dois! Mas não esperávamos outra coisa, pois não?
Cumprimentos.

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