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Perdão?

por FJV, em 28.04.08
Em que merda de país é que estamos, se numa entrevista com António Cunha Vaz se diz «os jornalistas temem-no» ou «os comentadores falam dele como se se tratasse do demónio em pessoa». Os jornalistas temem-no? E que jornalistas são esses?

[Actualização] Luís Paixão Martins no seu blog: «Incomoda-me muito, enquanto consultor de comunicação e enquanto empresário, que esse trabalho, de anos e anos, de muitos de nós, esteja agora a ser destruído por um arrivista amador que confunde a influência com telefonemas a “amigos” e o trabalho de profissionais com as suas frustrações políticas.»

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17 comentários

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De Carlos Azevedo a 28.04.2008 às 10:57

Estamos no mesmo país onde um cidadão é agredido dentro de uma esquadra (em Moscavide, penso) por cerca de uma dezena de indivíduos no momento em que apresentava queixa sobre eles. Tudo isto sem que o agente que se encontrava de serviço conseguisse evitar a agressão, deter os indivíduos do grupo ou sequer identificá-los .
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De Ricardo a 28.04.2008 às 16:26

E dizem eles que são o jornal de referência...
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De carlosfreitas a 28.04.2008 às 16:35

Os tais que fazem deste país a merdiola em que se está a transformar. Li a entrevista e percebi o chafurdanço em que o terreiro do paço nos meteu.
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De Dinis a 28.04.2008 às 16:44

http://bolonhado.blogspot.com/2008/04/sintomas.html
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De maispraiaspopuarto a 28.04.2008 às 16:55

"Os jornalistas temem-no? E que jornalistas são esses?"
Eu respondo,
são os mesmos que temem fazer perguntas ao senhor jorge nuno...
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De Anónimo a 29.04.2008 às 22:03

Os mesmos que também têm medo do Sócrates. Por exemplo na última entrevista da SIC ao inginheiro.
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De ISTO É QUE É NOTÍCIA a 28.04.2008 às 17:07


ATÉ QUANDO VAMOS FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS???

o Governo central rouba ao país para dar a lisboa

27/11/2006
• 332 milhões de euros em acessibilidades na Grande Lisboa
Ministro das Obras Públicas diz que estas obras vão melhorar a qualidade de vida das populações e garantir condições de segurança e de mobilidade


10/1/2007
• 140 milhões de euros:

Construção da A16 que integra o IC30, entre Alcabideche (A5) e Ranholas (IC19), iniciando uma nova circular exterior, e o IC16, entre Lourel e a CREL.
• 332 milhões de euros:
Alargamento do IC19 de duas para três vias, até 2008, conclusão do último lanço da CRIL entre a Buraca e a Pontinha, até 2009 e conclusão do Eixo Norte-Sul, até Abril de 2007.
10/7/2007
• 100 milhões de euros (pelo menos):
Reabilitação da frente Tejo da cidade.


12/12/2007
• 300 milhões de euros:
Estação do Metro de Santa Apolónia
29/12/2007
• 500 milhões de euros
Construção da linha de Metro do apeadeiro do Oriente para o actual aeroporto, mesmo sabendo-se que o dito aeroporto vai ser encerrado em 2017
• 80 milhões de euros:
Obras no apeadeiro do Oriente
30/12/2007
• 3.000 milhões de euros :
Novo aeroporto
• 300 milhões de euros
Nova Ponte
13/2/2008
• 100 milhões de euros na educação pré-escolar
Sócrates anuncia 75 novas creches nas zonas de Lisboa


29/9/2008
• 120 milhões de euros em escolas
Estas intervenções terão como foco dez escolas em Lisboa (Passos Manuel, Gil Vicente, Josefa de Óbidos, Filipa de Lencastre, Pedro Nunes, Rainha Dona Amélia, D. Pedro V, Eça de Queirós, Pedro Alexandrino e Marquesa de Alorna
12/03/2008
• 377 milhões de euros:
Hospital de Todos os Santos
28/04/2008

• 407 milhões de euros

O projecto "NovAlcântara" prevê um investimento de 407 milhões de euros para uma intervenção ferroviária, que inclui a criação de um novo nó, e outra intervenção portuária, com um novo terminal de contentores

ISTO É ULTRAJANTE !!!!!

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De LCalvo a 28.04.2008 às 18:45

nojo.

muito nojo.

jornal "P" desceu baixo. capa de hoje é vergonhosa. VERGONHOSA.

"Por exemplo, um cliente meu diz: "Ah, gostava tanto de conhecer o presidente do Benfica!" Eu telefono: "Ó Filipe, podes marcar um almoço comigo para a semana?" Ele diz: "Sim. Dia 14." E eu: "Posso levar um amigo meu?" Ele: "Podes." E pronto. O tipo pode querer fazer um negócio qualquer, patrocinar uma modalidade, ou coisa do género. E faz. Há tanto conflito de interesses numa agência de comunicação como numa firma de advogados ou numa consultora. É uma questão de seriedade.

Não está farto de trabalhar para os outros?
Grande pergunta! Sim, estou farto. Não vou passar o resto da vida a influenciar.

Por vezes sente que, se estivesse no seu lugar, faria melhor do que pessoa que está a influenciar?
Muitas vezes. Mas eu tenho um plano.

Vai tornar-se político?
Agora não posso abandonar a agência. Mas estou farto dos comentadores, de alguns jornalistas e de alguns clientes.

Na política, teria de os aturar todos.
Não, porque não queria ser o número 2 ou o número 3. Só vou para a política, se for para mandar. "

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De hajapachorra a 29.04.2008 às 00:59

Mas isto é inacreditável: então ainda há quem tenha uma migalha de respeito por, como dizer?, jornalistas?! Desculpem a obscenidade.
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De pol a 29.04.2008 às 02:12

estes poderes poderiam ser exercidos por três vias:
1. dizer que me partiam as rótulas
2. ameaçar-me que sabiam em que escola anda a minha filha
3. dizer que com um telefonema me tirariam o pão da mesa
Isto teria um nome. Se fosse o caso de alguèm ser temido por isto, a coisa seria preocupante. Se esse alguém fosse bajulado por outras razões, os jornalistas também teriam um outro nome. É simples.

Mas pelos dias de hoje, quando um amigo me vem com a exclamação "achas isto normal" eu vejo-me quase indiferente a responder claro, é portugal, como não?
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De ViriatoFCastro a 29.04.2008 às 02:55

É o que eu digo. Neste país, algures, já tivemos um porco a andar de bicicleta e ninguém deu por nada. Mas que lá andou, andou. Estas, as provas irrefutáveis de tamanha façanha.

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