O presidente da República acha que há uma “obsessão” das empresas “sobre o contínuo rejuvenescimento dos seus trabalhadores”. A declaração merece ser retida – e aplaudida. Na verdade, não se trata apenas das empresas, em sentido geral. A ideia de “juventude” transfigura toda a gente mas ainda ninguém teve a coragem de dizer o óbvio, e o óbvio é isto: à juventude falta idade, bom-senso e muito conhecimento e experiência. A “ideologia da juventude”, ensinada desde cedo e difundida como se fosse uma obrigação inevitável, tem conduzido a erros de perspectiva pouco saudáveis. A sociedade portuguesa corre o risco de se transformar num jardim de infância onde nunca se passa da adolescência, enquanto se escondem os velhos e se desvaloriza a sua palavra. Daqui a alguns anos voltaremos à Idade Média, onde a esperança média de vida andava pelos 40 anos; a partir dessa altura devemos desaparecer por decreto para dar lugar a bandos de adolescentes decorados de piercings.
[Da coluna do Correio da Manhã.]
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