



«Ilha, velha ilha, metal remanchado,/ minha paixão adolescente,/ que doloridas lembranças do tempo/ em que, do alto do minarete,/ Alah - o grande sacana! – sorria/ aos tímidos versos bem comportados/ que eu te fazia.// [...] // Mas retomo devagarinho as tuas ruas vagarosas,/ caminhos sempre abertos para o mar,/ brancos e amarelos filigranados/ de tempo e sal, uma lentura/ brâmane (ou muçulmana) durando no ar,/ no sangue, ou no modo oblíquo como o sol/ tomba sobre as coisas ferindo-as de mansinho/ com a luz da eternidade.»
Rui Knopfli, A Ilha de Próspero

5 comentários:
De Anónimo a 27 de Março de 2008 às 20:24
A Ilha «dói muito». Petromax-x.blogspot.com
Obrigado. Viaja-se nessas fotos mas, sobretudo, na evocação de Rui Knopfli.
Abraço
P.
De gorgulho a 28 de Março de 2008 às 10:30
Eu censurava já o sexto verso antes que comecem a arder embaixadas.
De JN a 28 de Março de 2008 às 11:09
obrigado pelas fotos
De
Helena a 28 de Março de 2008 às 13:34
Parabéns por nos ofertar com imagens lindas.
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