Quinta-feira, 20.03.08
O vídeo em que se mostrava uma aluna da E. S. Carolina Michäelis, do Porto, a agredir uma professora, foi retirado do You Tube pelo aluno que filmou os acontecimentos e dizia coisas divertidas durante a gravação, «altamente», «sai daí, deixa ver». Gostava de saber, pessoalmente, quanto tempo vai demorar o processo disciplinar a esta aluna. Mantenham-me informado, quem puder.

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17 comentários:
De Anónimo a 20 de Março de 2008 às 16:48
Atenção, o video do crime ainda está em:

http://www.youtube.com/watch?v=lfi0MX_F4lY


De Ui a 20 de Março de 2008 às 16:55
E, por enquanto, aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=asp3G9pokuA
Mas parece que isto viola os "direitos de imagem", não deve servir para nadinha... mesmo que violassem a professora, a assassinassem, profanassem o cadáver, enfim, deus nos livre, não serve como prova. Espero que não.


De Jorge Marmelo a 20 de Março de 2008 às 17:08
Ainda lá está: http://www.youtube.com/watch?v=5jubEHdCzYI


De AAC a 20 de Março de 2008 às 17:16
O processo disciplinar devia ser para TODA A TURMA. Foram insultuosos e cobardes. Infelizmente.


De António de Almeida a 20 de Março de 2008 às 17:53
-Estão vários vídeos deste episódio colocados no youtube.


De será a 20 de Março de 2008 às 18:59
que é filha do pinto da costa?

ou será do guarda abel?


De Filipe Domingos a 20 de Março de 2008 às 20:21
É uma cena lamentável. Na minha modesta opinião esta falta de respeito começa logo na familia, onde não se educam as crianças a respeitar os outros.
Os pais deixam as crianças fazer tudo, literalmete, parece que têm problemas em dizer não. Nós sabemos que é muito mais fácil dizer sim do que não, mas o não, é muito educativo. As crianças vão em roda livre habituadas a fazer tudo e mais grave ainda, julgam-se no direito de o fazer, onde e quando quiserem. Depois há também muitas familias que se são chamadas à escola por qualquer acto irreverente do aluno, ainda são capazes de tratar mal o professor, dando ainda mais força para que cenas destas aconteçam. Como é que os professores conseguem controlar uma coisa destas? Não conseguem. Depois é a falta de autoridade que o sistema tem, que não dá força ao professor. O professor tem que saber também dar-se ao respeito e ser apoiado pela escola e pelo sistema, castigando-se fortemente todos aqueles que pisam o risco.
Mas o dar-se ao respeito passa por todas as vivências do dia a dia e tenho pena de o dizer, nestes últimos tempos o professor têm-se dado pouco ao respeito, com atitudes desrespeitadoras da convivência entre pessoas bem como da convivência democrática. Ir para a as sedes do PS insultar e chamar fascista e outros nomes, querendo condicionar quem lá vai não é seguramente dar-se ao respeito. Não vale tudo nas reivindicações, sejam justas ou não. Estas coisas deixam marca, e passam mensagens muito negativas, não tenho a menor dúvida. Para sermos respeitados temos que respeitar os outros.
O professor tem que avaliar o aluno mas este vê que o professor não quer ser avaliado, outro sinal muito negativo que é perfeitamente captado.


De AAAS a 20 de Março de 2008 às 21:34
Desculpe, sr Filipe Domingos , mas o que diz não tem sentido. O senhor não sabe, de certeza, o que os professores sofrem todos os dias nas escolas e de como são desamparados pelas tutelas. Este vídeo é a ponta do iceberg. Os professores estão muito desvalorizados. Dá pena ser professor.Quem puder que escolha outra profissão.Hoje é triste ser capacho desta gente.


De iluminista a 21 de Março de 2008 às 01:47
Pois eu sem querer ser pessimista, mas antes bastante realista, estou convencido que não vai haver qualquer processo disciplinar à aluna em causa e muito menos aos coleguinhas dela.


De carlosfreitas a 21 de Março de 2008 às 01:50
Pode igualmente ainda ser visto em:
[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

Pode igualmente ainda ser visto em: <BR class=incorrect name="incorrect" <a>http</A> :/ videos.sapo.pt /acceptvideo.html?vid=9vl0tGVwLkusZm3PIuEb. <BR><BR><BR>Embora este não seja fenómeno actual, os que presenciei decorreram num tempo em que não existiam telemóveis e Tube. Em 1976 por exemplo e por ser o mais afastado que recordo, presenciei algo semelhante. A "faca e o queijo" dos professores voltaria pouco depois e sei de alguns, então, colegas de liceu que foram expulsos e perderam o ano por faltas. Ora não se podia faze-lo agora? Embora seja de analisar todo o facto. Ou seja ouvir as partes e os seus argumentos. Não me sujeito, para puder ter uma opinião, a julgar apenas e só imagens. Falta conhecer as duas personagens do filme e a sua relação enquanto pessoas, em primeiro lugar e depois enquanto aluna e professora. A questão do telemóvel, se se pode usar ou não em determinados locais, é acto recorrente até nos adultos. Hoje no hospital, era raro o doente que, no interior das urgências que, em condições de o fazer, não utilizava o telemóvel para manter contacto, num local onde este devia ser retirado mesmo que considerado como já ouvi hoje como instrumento ou um prolongamento do corpo humano. Dai que o próprio exemplo na questão do telemóvel venha dos adultos. Quem num concerto ou numa peça teatral não houve o som dos inefáveis telemóveis que não foram desligados como normalmente é pedido. Dai que se a violência nas escolas é isto, peço desculpa em discordar da maioria dos comentários, mas isto é uma arrufo entre dois humanos mal formados. A professora porque não posui carisma para se fazer respeitar, a aluna porque se sujeita a ser uma besta quadrada por não ter aprendido a resolver este tipo de questões corriqueiras de conflito sem recurso ao espectáculo e à força. São todos os intervenientes espectadores e actores umas pobres criaturas no teatro da vida. A continuarem assim pouco lhes resta.


De ViriatoFCastro a 21 de Março de 2008 às 01:55
Está descontextualizado, eu sei, aquilo que vou contar, mas entendo que, de modo indirecto, vai reflectindo o que se vem passando nas escolas. Há pouco estava num cafézito beirão, bem perto da minha nova casa, para onde me mudei após dez anos em Coimbra; a beber o meu brandy medicinal e a fumar o meu cigarro (sim, finalmente o café "A Celinda", na Sertã, é espaço para fumadores) e a ver a série "Morangos com Açúcar. Tudo isto após a notícia da TVI acerca desta mesma agressão. Ao que parece a tal "Geração Rebelde" está a passar férias em Cabo Verde, retratando com bastante acuidade o que vão sendo as agora típicas viagens de finalistas para o estrangeiro. À parte saídas à noite e suspiros próprios da idade, a cena que mais me deixou surpreendido foi aquela em que, com grande descaramento, uma das personagens femininas, fala com o pai - o presidente do Conselho Directivo da Escola onde estuda -, ao telefone, dizendo-lhe que se está a divertir muito e que ainda está no quarto de hotel , que partilha com as suas amigas. Ao seu lado, o imberbe e audaz namorado, reclinado entre os lençóis, após uma noite de Kizomba. No mínimo, interessante, a fazer esboçar um sorriso de cumplicidade com aqueles dois, compreendendo tudo o que está em jogo em tais alturas, porque tais idades já por todos nós foram vividas. Contudo, é para mim também preocupante que, em pequenos ou grandes pormenores como este, a mentira seja sancionada com uma atitude que a legitima. Ao retratar esta cena, seja ela o verdadeiro retrato do que se passa, não o seja, o certo é que a mesma postula uma conduta, uma atitude que passa agora como legítima. Os "putos" (agora tratam-se todos assim uns aos outros), passaram agora poder mentir, agredir e protestar sem limites. Tudo porque também têm direito a ser Felizes. Contudo, com a Felicidade, a Independência e a Emancipação também vêm deveres. É pena que ninguém lhes lembre disso. Como? Pois... Neste momento, é impossível. A autoridade dos educadores parece ser algo caduco e próprio dos "cotas".


De ViriatoFCastro a 21 de Março de 2008 às 05:58
Francisco, encontrei este link

http://canhenho.wordpress.com/2008/03/21/no-meu-tempo/

Tem link para o vídeo e uma boa crónica.


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