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por FJV, em 20.05.06
||| O Prémio Camões.
O Prémio Camões para Luandino Vieira não é totalmente surpresa. A declaração de Eduardo Lourenço é, por isso mesmo, importante -- porque manifesta alguma surpresa. Mas no geral está de acordo com a tendência de rotatividade da distinção, que é uma espécie de prémio de carreira que continua a explorar o anti-fascismo e as efemérides. Os angolanos David Mestre (um dos grandes poetas angolanos entretanto desaparecido no meio do ódio que lhe votava a associação de escritores angolanos, que na hora da morte preferiu lembrar «a vida que ele levava» -- por isso a sua estada em Portugal era de exílio) e José Eduardo Agualusa lembraram já este e outros pormenores muito mais críticos em relação ao prémio. Neste caso (Luandino), a justificação encontrada pelo júri não tem nada a ver com a literatura, a arte ou seja o que for que lhe esteja relacionado. Trata-se de uma homenagem estratégica apenas. É o destino dos prémios como este. Discutir o quê?

P.S. - Eu até colocaria a hipótese de distinguir João Vário, um notável poeta caboverdiano (o investigador de biologia e imunologia João Varela).

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