





Período ideal para romarias galegas, com o frio, a neve lá em cima, e o apetite como de costume. Depois do castelo de Monterrey e das duas livrarias de Verín, mais uma loja confortável, fui em visita ao velho Mesón da Chispa (agora Bar do Jamón) com um dos meus filhos, entregar-lhe o testemunho. Vinho de «nota cinco», um branco de Monterrey perfeito, enquanto líamos a
Marca, a
Voz de Galicia e o cardápio, que não mudou quase nada nos últimos vinte e cinco anos. Pão fantástico, ainda a queixar-se do fogo. O vinho servido, a copo (dois, no caso); justamente, num copo bonito e elegante (trata-se de uma
taberna galega). Depois,
empanadas feitas no forno esta tarde.
Pulpo de feira a seguir: no pratinho, de madeira, só água da cozedura, sal, azeite (caseiro) e um tantinho de colorau. A fechar, os
calamares de Corcubión, apenas passados por farinha, e um pouco de salada ao lado. Café no final. Comíamos perto da lareira (naquela parede havia, há vinte anos, fotografias de todo o plantel do Real Madrid e um recorte de um artigo de D. Alvaro Cunqueiro sobre os
pinchos locais e a forma de temperar as carnes). Perguntei se podia fumar. O Luis, dono do
mesón, apontou-me o cinzeiro e o aviso onde se lia «en este establecimiento se permite fumar». A factura total foi de 12,60€. Às vezes sou galego. Espanhol. Às vezes somos de um lugar onde nos sentimos bem.

6 comentários:
De
CMF a 23 de Dezembro de 2007 às 14:25
Eu "sou" mais andaluz do que galego (é a alma do sul), mas tenho uma costela com o recorte das rias baixas. E a diáspora galega permite-nos sempre matar saudades: em Granada não me falta o polvo (que talvez venha de Santa Luzia, claro), as zamburinas e as amêijoas de Carril. Para recordar alguns dos melhores dias da minha vida, passados noutros anos, entre Abril e Junho; talvez os melhores meses, na Galiza e qualquer lado deste hemisfério norte.
Um Feliz Natal.
De filomeno a 23 de Dezembro de 2007 às 14:34
También se come muy bien en "Zapatillas"
De Cristina GS a 23 de Dezembro de 2007 às 15:23
"Às vezes somos de um lugar onde nos sentimos bem"...bom, bom, era ser sempre assim, não era? Um abraço
Pois, é por estas e por muitas outras que, por mim, era sempre Galego.
Cumprimentos
Lá está! E ainda bem que assim é. A(s) pátria(s) é onde nos sentimos bem e a graça é termos mais do que uma.
E onde fica isso exactamente?
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