Terça-feira, 11.12.07

O José Carlos Barros, cujos textos no
Casa de Cacela não devem perder-se, levanta a voz, no blog
Negrilho contra o (reparem no nome)
Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, que implantará 25 barragens pelos rios acima.
Escreve ele:
«Uma opinião pública desmotivada a discutir nos cafés o preço da gasolina em Espanha e o pagamento a expensas próprias das alterações aos contadores da luz, demitiu-se de perguntar que Programa era esse cujas contas iniciais ascendem já (oh, as voltas que esta aritmética dará ainda…) a mais de mil milhões de euros. E agora já está. O Governo aprovou o PNBEPH.»
Não chamo a atenção para o facto por ser ecologista ou por ser céptico em relação às «energias suaves». Mas porque 25 barragens nos nossos rios é assunto a merecer ponderação, naturalmente sobre a sua localização.

4 comentários:
De
Né a 11 de Dezembro de 2007 às 18:52
Efectivamente trata-se de um assunto da maior importância, e onde devem ser muito bem ponderados os beneficios vs prejuízos a vários níveis.
Além de que o que está em causa é a produção de energia elétrica, ou não é?
Então veja-se os rios e a localização das mesmas.
Será que vai ser compensatório ?
Srerá que uns anos depois, não se vai reconhecer, que se calhar poderia ter sido pensada outra solução ?
Mas como muito bem disse, os nossos autarcas, no geral, continuam muito pouco sensíveis ás questões do Ambiente(não dão votos...), e a maioria da população vai discutindo se foi penalti ou não ,qual a melhor novela da noite,e assim vamos neste País.
Eu não gostava de o reconhecer, mas já desisti.
Tive cargos autárquicos e sempre que "mexia " nas questões do ambiente, era logo apelidado de radical, que era contra o desenvolvimento etc, etc.
De abrasivo a 11 de Dezembro de 2007 às 23:15
A localização não é importante. O que é importante é arranjar locais para despejar barris de petróleo.
Só parece esquisito a quem não leu o PNBEPH.
De
pepe a 12 de Dezembro de 2007 às 11:05
Os rios e ribeiras que desaguam no Douro, a começar no Águeda em Barca d'Alva , têm comprovado valor ecológico (não há que ter prurido em usar a palavra, ela não pega sarna), cultural (as gravuras de Foz-Coa , mas não só), e económico. Económico?! Se houvesse inteligência das Câmaras Municipais, dos investidores, das universidades, e do Governo, para dinamizar o Património Mundial e áreas adjacentes para um turismo todo o ano, diversificando as áreas de interesse e as ofertas. Está tudo lá.
Ou é só no "estrangeiro" que existem milhões de turistas ávidos de percursos na Natureza, circuitos temáticos (o vinho, o românico), as actividades radicais ou, simplesmente, o descanso e dolce far niente ?
Veja-se como resulta bem o turismo fluvial (quem arriscaria afirma-lo há 20, 30 anos? ) E, no entanto, é tão pouco o que se oferece em relação ao que a região tem para dar.
De RARC a 11 de Janeiro de 2009 às 04:24
Bem pelo que parece mais uma vez o que se tem visto neste país quem manda são meia dúzia de ratos de gabinete que moram e vivem em Lisboa e que só conhecem o caminho casa/trabalho VS trabalho /casa e que não saem do gabinete e onde para eles o resto do país são cobaias onde tudo podem experimentar . Assim sendo meus caros as barragens estão a ser construídas sem dó nem piedade. Bem vindos a um país onde todos mandam e fazem o que lhes apetece.
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