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por FJV, em 29.04.06
||| O Estado, que sabe tudo de nós.
A ideia de que a família é a célula da sociedade não me incomoda, mas não tenho nada a ver com o assunto. Mas a de que as famílias numerosas são a célula da sociedade e devem ser premiadas pelo facto de serem numerosas, é muito criticável. Penalizar os celibatários, casais sem filhos, casais com um ou dois filhos -- diante das famílias com seis ou sete --, já devia fazer-nos pensar mais neste Estado que sabe tudo de nós. Porque não é apenas uma questão de baixa natalidade, fiscalidade ou de segurança social. É uma discriminação negativa para quem opta por viver como quer viver. O Estado que vá ter filhos onde quiser.

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4 comentários

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De joao a 02.05.2006 às 23:14

Parece que o legislador deixou de ler Malthus e passou a ouvir os Ena Pá 2000 ("p'ra dentro, p'ra fora..." - e mais não transcrevo)
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De JSNovo a 01.05.2006 às 12:09

Claro, claríssimo!
Desde que os filhos dos outros vão pagando a minha reforma e outras regalias, estou-me borrifando. Olha que ideia tão tola, discriminar positivamente os pais dos futuros contribuintes líquidos do sistema.

Como se diz por aí, é tudo uma questão de economia. Há quem teime em não ver a trave, colocando o cisco da liberdade de decisão individual à frente de tudo. E que quando chegam ao abismo, declaram que está na hora de dar o proverbial passo em frente. Felizmente, a demografia é cega e encarregar-se-á de corrigir estas mentes brilhantes.
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De Mais Notas Soltas a 30.04.2006 às 22:25

Claro, meu caro! Desde que esse mesmo Estado lhe garanta polícias para o guardarem, médicospara lhe tratarem da saúde, trabalhadores para lhe construírem as estradas por onde circula no seu BMW, etc, etc.
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De fgs a 30.04.2006 às 17:11

E não deixa de ser curioso como muitos dos defensores dos valores da família que por aí pululam exaltando as virtudes das famílias numerosas acabam por viver encostados a ideologias de extrema direita, esquecendo que as famílias mais numerosas acabam por ser, regra geral, as dos imigrantes dos PALOP.

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