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por FJV, em 09.06.06
||| Peter Handke.
Uma derrota da liberdade de expressão.

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5 comentários

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De mao morto a 13.06.2006 às 17:09

Milton, a comparação de Handke a Schostakovich é grosseira, mas em comum está a tentativa de intromissão / intervenção / politização das respectivas obras.
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De Milton a 13.06.2006 às 01:32

Ah, total apoio à Handke, é claro.
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De Milton a 13.06.2006 às 01:31

Não, não falem assim de Shostakovich... Não foi bem assim.

Só acho que Handke não entende nada de futebol. Se entendesse, seu livro se chamaria "O medo do atacante diante do pênalti", porque este é único que pode ser penalizado, passando de verdugo à vítima.
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De Carlos a 11.06.2006 às 01:17

Podia repetir aqui o comentário que fiz ao seu post sobre as 'virtudes cívicas da leitura' do dia 5. Não deixa de ser irónico que tenham tramado tais coisas ao Peter Handke, precisamente a propósito de um prémio que traz o nome do Heinrich Heine, do judeu Heine - que escreveu na peça Al-Mansur que (repare-se!) quando se começa por queimar livros, acaba-se por vir a queimar pessoas...
Profecia inconsciente da Shoah.
Num sentido, queimam-se agora os livros do Handke. Há sempre gente que não sabe, que esquece que as preferências ideológicas ou políticas de um autor, por mais "erradas" (e não estou certo que o fossem completamente neste caso...), desagradáveis, ou mesmo criminosas que sejam, não alteram nada, nem um átomo que seja, da qualidade do que ele escreve.
O que ele escreve é que importa.
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De mao morto a 10.06.2006 às 00:14

E não se poderá dizer o contrário? Penso que a liberdade de expressão prevaleceu, pela atitude do escritor. Quem escreveu "A angústia do guarda-redes..." o "As asas do desejo" (há dez anos vi o filme tantas vezes, quase compulsivamente) não deverá ser apontado pelas "causas" que defende. Essa é uma atitude redutora. Como aconteceu com Schostakovich, Eisenstein e tantos, tantos outros (assim se separem as águas).

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