Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



...

por FJV, em 06.01.06
||| Livros relidos.














Enquanto rearrumo livros na estante, dou com títulos que esqueci. Sinouhe, o Egípcio, de Mikka Waltari (tradução portuguesa na Bertrand, a capa a desfazer-se, ao lado da edição francesa de bolso, com muito mais páginas...). Ou as duas edições de Lusco Fusco, de Pablo La Noche -- a portuguesa, edição da Bertrand, e a francesa, da Robert Laffont. Só que a edição francesa tem a particularidade de imprimir na capa o verdadeiro nome do autor, Marcello Mathias, e de transformar o pseudónimo português, Pablo La Noche, em título, Pablo La Nuit. É um romance de fim de tempo, triste, romântico, lírico, picaresco também. Marcello Mathias foi embaixador em Paris durante o governo de Salazar (está publicada a sua correspondência, com os cuidados de Maria José Vaz Pinto, edição da Difel) e esteve no coração de muitos episódios interessantes que envolveram o ditador (como a sua relação com Christine Garnier). Era, além disso, um bom poeta (autor de umas odes quase gregas, publicadas em 1972, e cujo paradeiro desconheço agora). Na altura da edição de Lusco Fusco, o livro foi «saudado pela crítica» (Urbano Tavares Rodrigues, Hernâni Cidade, Norberto Lopes no República, etc.). Conheci o embaixador depois da publicação da correspondência com Salazar e recordo que, na altura, não lhe perguntei o que queria saber: Salazar ficou zangado com o romance? Devia ter ficado. Marcello Mathias era um velho cavalheiro. De certa maneira, também ele um personagem de romance. E é uma pena que Lusco Fusco, aliás Pablo La Noche, não tenha sido reeditado ultimamente.

E também reencontrei O Perfume, de Patrick Süskind, sim. Reli até ao momento em que o desgraçado reconstitui o perfume de Pelissier.

Autoria e outros dados (tags, etc)


2 comentários

Sem imagem de perfil

De Ernesto a 06.01.2006 às 18:38

o cheiro do nascimento...
Sem imagem de perfil

De Ana Soares a 06.01.2006 às 15:32

A propósito do esquecimento dos livros - e de Süskind, nem mais - sugiro que leia um texto do dito (se ainda não o fez), um ensaio/conto chamado "Amnesia in Litteris". Depois me dirá.

Comentar post




Blog anterior

Aviz 2003>2005