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por FJV, em 22.05.06
||| José Agostinho Baptista.













Um dos meus poetas. Ganhou, hoje, o Prémio de Poesia APE com o livro Esta Voz é Quase o Vento (Assírio & Alvim). É uma das notícias que vale a pena. Nas minhas leituras e na minha vida -- o José Agostinho Baptista é um poeta notável, afastado dos círculos da glória, remetido ao silêncio, dedicado a escrever.

Comovem-me ainda os dias que se levantam
no deserto das nossas vidas.

Dos belos palácios da saudade
não resta a impressão dos dedos nas colunas
fendidas, e nada cresce nos pátios.

Muito além, depois das casas, o último
marinheiro continua sentado.
Os seus cabelos são brancos, pouco a pouco.

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2 comentários

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De Luís Bonifácio a 22.05.2006 às 22:59

Esta é deveras uma boa noticia.
Para não me repetir subscrevo inteiramente o comentário anterior
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De Sílvia a 22.05.2006 às 22:45

O José Agostinho Baptista é dos nomes mais sérios que compõem a literatura portuguesa. Um Poeta que agiganta a poesia remetendo-a a uma essência de emoções convulsivas, dolorosas, nostálgicas, "de uma beleza que magoa". Um poeta depurado de escolas, um poeta que personifica a própria poesia.Um poeta que no seu silêncio emite uma "voz que é quase o vento".
Um prémio mais do que justo, mais do que merecido, a um grande Poeta!

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