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por FJV, em 20.11.05
||| Ainda «os beijos na escola».
A opinião de José António Saraiva no Expresso de ontem parte, digamos, de premissas erradas. A primeira delas é quando mistura (como acentuou Eduardo Pitta) alunas & magalas («O que faria o comandante de uma unidade se dois soldados do mesmo sexo...»). A segunda é quando ignora a diferença entre lei e costume. A lei não pode proibir que uma aluna beije a outra nem, sequer, que alguém se beije. O costume é outra coisa; se a lei pode afrontar o costume, os indivíduos devem saber que se trata de um combate lento, moroso e difícil. Mas devem saber que têm a lei do seu lado e que a lei não pode autorizar nenhuma forma de discriminação ou de perseguição. Pelo contrário, a lei deve punir os que discriminam ou perseguem. Finalmente, ao falar de bom-senso, JAS ignora de que lado esteve a falta de bom-senso: do lado dos perseguidores e dos cavernícolas.
Mas há, além do mais, uma nota preocupante, muito preocupante: quando diz que «não são as duas de Gaia: uma é brasileira e a outra portuguesa». Ser de Gaia, portanto, teria vantagens. Mas uma delas ser brasileira, a perversa e delambida, hein? Vir aqui perverter as jovens adolescentes lusitanas?

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9 comentários

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De Teófilo M. a 21.11.2005 às 16:41

Sobre o assunto, escrevi isto (http://pilotxxl.blogspot.com/2005/11/mais-uma-do-saraiva.html).
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De Astérix a 21.11.2005 às 13:43

A Parvónia nacional nunca pára de me espantar! No lugar de se educar as pessoas, anda-se com perseguições idiotas. Fumar ganzas e assaltar os colegas até seria aceitável, mas "fufices" é que não!?
Que tipo de professores dirigem aquela escola? Oitocentistas com certeza...
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De ISA a 21.11.2005 às 11:57

a mim parece-me óbvio pq é que ele falou que uma delas é brasileira. porque deve conhecer tão bem como o Francisco a maneira de ser dos brasileiros em geral: apesar de muito mais retrógrados q nós em alguns aspectos, são muito menos complexados e contidos que os portugueses em relação a outros, no sexo e os afectos, por exemplo. n vejo mal nenhum nisso antes pelo contrário. gosto muito até...
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De monica a 21.11.2005 às 11:19

parece bastante óbvio que, ali, ser de gaia, seria abonatório.

ai este portugal e os seus pequeninos portugueses que não param de tão tristemente me surpreender!
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De Bernardo a 21.11.2005 às 00:53

Eu não acho que seja nenhuma extrapolação forçada, "essa da brasileira". Eu penso exactamente o mesmo.

A que propósito é que JAS falou disso no seu artigo? Não terá sido porque calhou...
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De ISA a 20.11.2005 às 22:00

desculpe lá que lhe diga, um bocado extrapolado essa da brasileira, convenhamos...
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De JPB a 20.11.2005 às 20:39

Agradeço-lhe, FJV, por ter aplacado a minha ira, respondendo ao pateta do Expresso não só com o bom senso, mas com o bom senso sereno que me faltou ao ler a tolice dele (de resto ao nível habitual das habituais tolices dele).
Sem querer dramatizar a questão, que não pede histerias, gostaria pessoalmente de ver o caso mais bem explicado. Sobretudo, de saber onde está a verdade dos factos nas várias versões contadas. Aconteceram de facto os ralhetes homofóbicos de funcionários e professores? É mesmo verdade que um director de turma disse à mãe de uma das alunas o que não lhe competia dizer? Gostava de saber.
Já agora, não será para isso que existem inspectores no Ministério da Educação?

http://agrandiosamiseria.blogspot.com/2005/11/o-pritzker-da-estupidez.html
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De Tiago Mendes a 20.11.2005 às 15:51

Muito bom, ainda que o sr. arquitecto talvez merecesse uma maior "descompustura".

http://aforismos-e-afins.blogspot.com/2005/11/saraiva-o-puritano_20.html
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De Nuno a 20.11.2005 às 12:13

Pode-se ver uma discussão muito acesa sobre este tema no murcon (http://murcon.blogspot.com/) onde se confirma pelos comentários de muitas pessoas que a parolice ainda vai demorar muitos anos a passar.

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