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Um rosto triste, severo e excelente para papéis ‘negros’.

por FJV, em 23.11.17

Entre a chuvosa primavera de 1816 em que Mary Shelley, nas margens do Lago Genebra (numa casa partilhada com Byron), escreve o esboço de Frankenstein, o Moderno Prometeu (o livro foi publicado em 1818, assinado por autor anónimo), e o outono de 1931, quando se estreia Frankenstein, o filme de James Whale, passam 113 anos de sucesso do livro. A interpretar a figura do monstro, Boris Karloff, um ator inglês nascido em 1887 (em Londres) e cuja carreira começou, de facto, ao entrar na companhia de Jane Russell em 1911. Antes de Frankenstein, Karloff (cujo verdadeiro nome era William Henry Pratt) deixa pouca coisa para trás. Mas no ano seguinte entre no Scarface de Howard Hawks, e embora venha a trabalhar com cineastas como King Vidor, Michael Curtiz (em The Walking Dead), John Ford, Douglas Sirk, Peter Bogdanovich ou Cecil B. DeMille, é ao monstro que fica ligado para sempre, tanto no filme inicial como em A Noiva de Frankenstein ou O Filho de Frankenstein, ou em filmes onde se nota o seu rosto triste, severo e excelente para papéis ‘negros’. Faria hoje 130 anos.

[Da coluna no CM]

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