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Henry David Thoreau.

por FJV, em 11.07.17

Henry David Thoreau, que quem amanhã se comemora o bicentenário do nascimento (a 12 de julho de 1817 em Concord, a mesma cidade onde nasceu Ralph Waldo Emerson e onde viveram Nathaniel Hawthorne e Louisa May-Walcott, no Massachusetts) é o mais atual e incompreendido dos filósofos. Devíamos lê-lo mais, mas ficaríamos desprotegidos; Thoreau é o autor de A Desobediência Civil, uma defesa contra o Estado, o seu poder e as suas injustiças (“O melhor governo é o que não governa.”), um inimigo da cobrança excessiva de impostos – mas é em Walden ou a Vida nos Bosques, uma crítica pioneira ao capitalismo e à “ideologia do crescimento infinito”, e em A Vida sem Princípios, que o individualismo de Thoreau ganha uma dimensão ao mesmo tempo poética e crítica da democracia de massas. Para os dias de hoje, há um livro de Thoreau a recomendar vivamente, Caminhada, onde propõe uma arte de caminhar e de deambular que nos ligue à natureza (tema de Maçãs Silvestres, outro livro) e à intimidade, ao essencial e ao profundo. Os seus livros estão publicados na Antígona, e são uma bênção de beleza.

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