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Para que serve o Estado?

por FJV, em 22.06.17

Para que servem então as corporações policiais? «A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande alerta a população para a vaga de assaltos nas aldeias evacuadas, devido ao incêndio que lavrou no concelho, e pede atenção ao surgimento de falsos técnicos de apoio.» Repare-se que o aviso é dos bombeiros. Em situações de infortúnio, insegurança, incerteza e sofrimento, «os pilares da sociedade», como gostam de chamar-se, não funcionam? Era a este «controle da situação» que estava a referir-se a ministra da Administração Interna?

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Ouvir quem sabe.

por FJV, em 22.06.17

A entrevista de Celso Paiva (Rádio Renascença) e Ana Fernandes (Público) a António Salgueiro é um documento importante demais para podermos passar por cima sem reflectir.

 

«Não sabemos efectivamente se houve trovoadas ou não. Há coisas muito estranhas nestas informações, ou na falta delas. Quando há aproximação de frentes destas, de trovoadas, aquilo que sabemos é que as condições são muito instáveis e normalmente a teoria e alguma experiência aconselha-nos a nem sequer fazer combate. A primeira intervenção tem de ser feita da melhor forma possível mas, não conseguindo resolver, a situação vai exponencialmente aumentando de perigo para os combatentes e para as pessoas que estão próximas e, portanto, muitas vezes o conselho é que nem sequer se faça. Os processos são conhecidos e não há aqui nada de misterioso: Hoje de manhã já ouvi algumas intervenções em que se fala de mistérios e há aqui muitos mistérios, há mistérios no site do Instituto da Atmosfera e do Mar em que aparecem e desaparecem coisas: Há quem fale em mistério no local. Isto não tem mistérios: tem de facto situações extremamente complicadas, extremamente difíceis, mas consegue-se determinar com alguma antecedência aquilo que pode vir a acontecer.»

 

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O que arde quando tudo arde.

por FJV, em 22.06.17

Helena Garrido no Observador: «A tragédia de Pedrógão Grande, o enorme número de vítimas mortais num incêndio, expõe de forma dramática o abandono a que está votado Portugal. Vimos no fogo e nas mortes o fosso entre um país urbano, pendurado nos direitos e desabituado a ter deveres, e um país que vive entregue a si próprio, esquecido. Foi-nos mostrado, de forma terrível, como são ocas são as palavras e os discursos contra a desigualdade. Desigualdade é isto, é um Estado não ser capaz de proteger aldeias de um incêndio.»

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Eucaliptos e incêndios.

por FJV, em 22.06.17

Henrique Pereira dos Santos no Delito de Opinião: clareza, inteligência, simplicidade de explicações – uma voz notável.

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