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LER Inverno 2016/2017: quase a chegar às bancas.

por FJV, em 22.12.16

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• António Araújo: a esquerda e a direita (em Portugal) já não são o que eram, nem voltarão a ser. António Araújo foi à procura de práticas, hábitos e ideias de uma cultura de direita — e do que poderia distingui-la de uma cultura de esquerda. Encontrou, em vez disso, um abismo a separar a cultura das elites e das não-elites. Da Direita à Esquerda, o seu livro, é um estudo sobre o funcionamento da sociedade portuguesa. | Entrevista de Filipa Melo.

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• Entrevista | Salman Rushdie: «A literatura é olhar para todos os caminhos até encontrar um.»  Depois de viver duas décadas sob a ameaça de morte da fatwa iraniana, Salman Rushdie fala à LER sobre o sentido da literatura na sua vida — e na vida de todos nós. | Entrevista de Isabel Lucas.

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• Camille Paglia: Liberdade e Politicamente Correto. A ideologia do politicamente correto (nas universidades e na imprensa) assenta na vitimização e na limitação da liberdade de expressão, diz Camille Paglia. Trata-se de um caso clássico de institucionalizaçãode ideias outrora revolucionárias. Hoje, uma ameaça cruel à liberdade. | Texto de Camille Paglia.

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• Timothy Garton Ash: A liberdade morre se não a usarmos. O historiador Timothy Garton Ash pensa que, no mundo da internet, da acessibilidade e das conexões globais, a liberdade de expressão enfrenta inimigos severos e subtis – a começar pela nossa indiferença, a terminar na vigilância rigorosa e permanente. | Texto de Timothy Garton Ash.

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• Bob Dylan: um prémio contra a corrente. O almoço de dia 13 de outubro caiu mal a muita gente. Alguns dos mais atentos, que receberam a notícia bombástica em direto, terão ficado tão indispostos que não conseguiram comer mais do que uma sopinha. E tudo por causa de um prémio literário. | Texto de Humberto Brito.

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• Montaige: sobre o que flutua, sobre o nosso mundo. Montaigne: o vão, o diverso e o ondulante — ou tudo o que é preciso saber sobre o humano. Ao contrário do que, por vezes, se supõe, Montaigne não era um teórico abúlico e completamente ­fechado ao mundo. A imagem mítica da torre onde se «encerrou» com os seus livros é, no mínimo, incompleta. | Texto de Hugo Pinto Santos.

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• Escritores: como era a vida antes das redes sociais. Do Bloomsbury, em Inglaterra, ao grupo da Orpheu, em Portugal, passando por referências aos «salões literários» do século XVIII, aos frequentadores do Hotel Algonquin em Nova Iorque, Helena Vasconcelos redescobre alguns dos nomes de poetas e romancistas ingleses do Romantismo que viveram em intimidade cúmplice enquanto escreviam. | Texto de Helena Vasconcelos.


• Crónicas de Abel Barros Baptista, Eugénio Lisboa, Leonor Baldaque e Tiago Cavaco.

[Fotografia da capa: Rui Rodrigues.]

 

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Abstinência sexual.

por FJV, em 22.12.16

A jota do CDS fez uma pergunta: porque é que uma criança de 10 anos aprende na escola tudo sobre a utilização do preservativo (e sobre o aborto, segundo os novos donos da escola pública, transformando tudo em ‘questão técnica’), mas só aos 15 anos discute a hipótese da ‘abstinência sexual’? Bom, porque há hormonas. E porque aos 15 anos toda a gente anda com as hormonas aos saltos. E porque a nossa cultura transformou o sexo numa indústria popular e obsessiva. Porque o sexo está em todo o lado, da televisão à política.Porque ninguém está preparado para explicar o que é a abstinência sexual – muito menos os professores – sem explicar o que é a atividade sexual e, explicando o que é a atividade sexual, as pessoas reconhecem o assunto (mesmo a partir dos 10 anos), mas já abstinência, estamos entendidos. E porque os dois pratos da balança estão sempre desequilibrados (o sexo ganha à abstinência). Porque somos tarados, naturalmente. Mas tudo isto não retira à pergunta alguma lógica. Porque só os mais velhos, como eu, podem falar de uma educação para o pudor sem corar de vergonha.

[Da coluna do CM]

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Como os inteligentes tomam conta da cidade.

por FJV, em 22.12.16

Os inteligentes tomaram conta de Lisboa; basicamente, isso significa que estamos lixados. Veja-se isto: trabalho numa zona tranquila de Sta. Cruz de Benfica, um bairro que nunca teve problemas de trânsito.

Em trinta anos recordo-me de três ‘toques’ entre automóveis; nenhum atropelamento; há gente que pedala pelas ruas e que passeia os canídeos; vejo peões a praticar jogging livremente; há empresas por ali, como aquela em que trabalho – têm lugares de estacionamento; restaurantes de bairro fazem o seu negócio; moradores vivem em silêncio, entre plátanos, acácias, araucárias e (é certo) canteiros que estão por tratar.

Entretanto, os lunáticos das obras – uma divisão camarária que ataca de surpresa, mandatada por inteligentes que desenham a cidade a régua e transferidor (por causa das curvas) – chegaram a este lugar tranquilo e vão instalar uma rotunda, alargar os passeios e torná-los irregulares de modo a diminuir drasticamente a faixa de trânsito (por onde circulam atualmente três linhas de autocarro), criar espaços de estacionamento para prejudicar os moradores, instaurar sentidos proibidos, reduzir o espaço para quem corre e passeia, multiplicar o fluxo de trânsito em ruas antes tranquilas e arborizadas (onde, imagine-se, ainda há duas semanas passeavam patos e pavões da Mata de Benfica, nossa vizinha), inviabilizando também o acesso à avenida mais próxima, e dificultando a vida a condutores e transeuntes. 

Aguarda-se – claro – a chegada da Emel e dos psiquiatras. Ou da polícia. Depressa.

 

Act.: Sim, já chegou a polícia, que toma nota – diligentemente – das matrículas dos carros que não se habituaram às novas regras de trânsito que de um momento para o outro alteram os hábitos de trinta anos de paz.

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