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Valores.

por FJV, em 26.08.16

A conversa sobre valores nunca perde actualidade – nem perde pela demora, na maior parte das vezes. A propósito do burquíni, a discussão tem registado momentos interessantes (ou seja, cómicos) quando se folheiam pareceres sobre «a necessidade de defender os nossos valores» frente aos «valores do fundamentalismo». Daqui a nada, «os nossos valores», os «pilares da nossa civilização», implicam maminhas ao léu ou, pelo menos, obrigatoriedade de uso de biquíni (já se sabe que eu defendo mailots), na praia ou nos ringues de vólei. Não sei onde andavam há dez anos. Nessa altura, a questão «dos valores» era desprezível.

O Filipe, como sempre, diz o essencial, relembrando-o; o João defende um módico de sensatez.

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Teoria e prática de jornalismo, 2.

por FJV, em 26.08.16

Vital Moreira corrige o Diário de Notícias (a receita, sobre o mesmo assunto, poderia também aplicar-se ao Público): «O Diário de Notícias titulava assim a notícia: «Défice público continua a cair: menos 593 milhões em julho». Trata-se de um título assaz enganador. Primeiro, o défice orçamental não diminuiu em relação ao mês anterior; aumentou, e muito, passando de cerca de 2900 milhões em junho para quase 5000 milhões em julho (passando num só mês de 52% para mais de 90% do total do défice esperado no final do ano!).» 

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Os maiores.

por FJV, em 26.08.16

Os portugueses gostam de desporto? Duvido. Gostam dos seus clubes de futebol – ao ponto de acharem que todos os anos têm de ganhar o campeonato. A vitória de Portugal no Euro, em vez de acalmar as exigências, potenciou ainda mais a estultícia, que passou para os Jogos Olímpicos, razão por que ainda se discute o quão fraca foi a nossa participação – porque, lá está, «devíamos ter trazido meia dúzia de medalhas». Falta-nos reconhecer que as vitórias nos Jogos têm a ver com sacrifícios individuais, com esforços nem sempre recompensados, com disciplinas impopulares. Muitas das modalidades são tudo menos espetáculo, o mal absoluto que hoje devora tudo. Os heróis da canoagem, taekwondo, corrida, salto, vela, ténis de mesa, talvez não precisem de mais dinheiro, como por aí se diz, mas de mais competição, mais sacrifício ainda, mais atenção e apoio. Muitas vezes são heróis solitários e desconhecidos. E sim, tivemos uma participação decente. Não por sermos «os maiores» (não somos). Mas porque um punhado de raparigas e rapazes se esforça bravamente.

[Da coluna do CM]

[Desculpem ter publicado uma foto de Patrícia Mamona, mas é irresistível.]

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