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Burquíni multicultural.

por FJV, em 25.08.16

O que vale é que muitos de nós temos aquilo que se chama uma memória filha da mãe. Por exemplo – há dez, doze anos – chamar a atenção para o uso da burqha, denunciar o crime da excisão feminina e da violência sobre mulheres e adolescentes nas «comunidades islâmicas», entre outras amenidades, era uma atitude antimulticultural. Há dez, doze anos, os multiculturalistas clamavam pela compreensão dessas amenidades, da poligamia à castração, porque eram «tradições culturais», certamente anticapitalistas. Muitos deles simpatizantes do Hizbollah, Hamas e de outras associações de beneficência do Médio Oriente, tapavam os ouvidos quando se denunciavam fuzilamentos de homossexuais em Gaza, apedrejamento de adúlteras e outras tradições festivas do género. Quando o Xeique de Lisboa se manifestou contra esses horrores, houve abaixo-assinados sobre a sua capitulação às mãos do Ocidente. Ainda hoje, há pobres almas que dizem no The Guardian, esse farol da parvoíce, que o burquíni é um instrumento do feminismo. Isto não está perigoso. Está parvo.

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