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O cantinho do hooligan. Fosgluten e Xanax.

por FJV, em 21.08.16

A questão é esta: depois do jogo com a Roma percebemos que aquilo que o FC Porto tem de melhor, a nível de Champions, é a app para telemóvel, que funciona muito bem e até está bem escrita. Em termos futebolísticos, o desnível foi enorme – a começar pelo desnível emocional, compensado pelo facto de a Roma ter jogado com 10. Compreende-se a coisa, depois de três épocas de desleixo e Xanax, mas é preciso fazer mais (por exemplo, não sei o que fez Evandro melhor do que faria Ruben Neves naquela fase, mas sei que seria importante ter entrado Ruben).

Quanto ao jogo no Dragão contra o Estoril, o seguinte: o Sporting contrata fulano, o Benfica fica com sicrano, e o FC Porto mantém uma prateleira à espera de 31 de agosto sem entretanto ter alguém para acompanhar André Silva, André André, Ruben Neves e outros membros da família portista que entretanto apareceram, como Otávio ou Layún), salvo a contratação do namorado de Shana Sonck que, muito avisadamente, afinal não vai jogar.

Depois, desacertos (já para não falar da «ineficácia ofensiva», quer dizer, ter feito 25 remates nas estatísticas e um golo na vida real, a par de 66 ataques e de 66% de posse de bola). Ontem, ao minuto 80 – por exemplo – Herrera (deve ter sido o jogador que mais bolas perdeu a meio campo) decidiu jogar flipers: uma bola servida para a cabeça e o mexicano, um dos jogadores menos bonitos jamais nascido em Tijuana, limitou-se a não mexer um músculo que fosse, esperando que a bola fizesse tabela no occipital e ludibriasse o guarda-redes Moreira. Ao minuto 85, Sérgio Oliveira fez quase tudo (o que, no caso de Sérgio Oliveira, é um elogio enorme), fintou, ficou diante da baliza – e passou para que Layún se ocupasse da bola (o que ele fez, pacientemente, perdendo-a para um lateral do Estoril, embora se reabilitasse na jogada seguinte). 

Sei que estamos no princípio (ah, quem não gosta de usar esta frase?), mas reforcei a minha dose de Xanax, relembrando que, no final do jogo com a Roma, só André Silva teve coragem de dizer o essencial: não estamos nada contentes.

De resto, para que não digam que tenho mau ganhar, relembro que houve um penálti não assinalado contra o Estoril, logo no início, com falta sobre Varela (jogou tão atabalhoado que até parecia vestido de burqha). A prova disso? Luís Freitas Lobo desvalorizou a coisa dizendo que «há umas mãos nas costas de Varela que podem ter condicionado a sua acção naquele momento». É um eufemismo como há muito tempo não ouvia, mas que serve para imaginar que os árbitros fazem apostas (como faziam na época passada) sobre quantos penáltis deixam por marcar a favor do FC Porto.

 

Foto ©Manuel Araújo | Record.

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