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Raymond Chandler, já adulto.

por FJV, em 06.07.16

Amanhã chega às livrarias a reedição de um dos títulos mais emblemáticos da coleção Vampiro – mas, valha a verdade, trata-se de um livro sem o qual uma biblioteca da literatura policial fica incompleta. O Imenso Adeus, de Raymond Chandler, é o mais adulto (e o penúltimo) dos romances de Philip Marlowe, o detetive para quem “os problemas são a sua profissão”. Sem Marlowe (e as suas representações no cinema – Bogart, Mitchum, Montgomery, Gould – e na literatura) não seríamos quem somos. Ele inventou a melancolia na literatura policial. Dez anos antes Maigret era melancólico, sim – mas não sabia. Graças a Chandler e a livros como À Beira do Abismo, A Dama do Lago ou Perdeu-se uma Mulher, o policial deixou de ser um gueto e foi finalmente admitido no anfiteatro da literatura; mas é O Imenso Adeus que completa a revolução com uma história sobre a amizade e a confiança (entre Marlowe e Lennox), o amor (as passagens sobre Linda Loring devem ser sublinhadas a ouro), os escritores, o álcool, a honra, a vida perdida sem regresso. Sem Marlowe não seríamos como somos, tão imperfeitos.

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