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Os velhos, todos nós.

por FJV, em 30.06.16

O parlamento português – que criminalizou o abandono de animais (6 meses de cadeia) – impediu a aprovação de uma lei que puniria o abandono de idosos, com o original argumento de que a medida atinge os mais pobres (o que não é rigorosamente verdade). Todos os anos mais de dois mil velhos franceses são abandonados no verão para morrerem enquanto as suas famílias estão de férias na praia. Anteontem, alguns militantes do Podemos, a agremiação espanhola dos amigos de Pablo Iglésias, anunciavam no Twitter que a esperança da esquerda espanhola era morrerem “todos os velhos que ainda votam”, ou “quando morrerem todos os velhos então falaremos de mudança”. Ontem, o dr. Durão Barroso (uma pessoa que já há muito tempo não está a ir para nova) acusou os velhos ingleses (retrógrados e sem educação) de serem maus eleitores, contra a opinião da “franja mais jovem, urbana e moderna”. O problema é que se tivessem vingado as ideias de Durão Barroso quando ele era jovem e maoista, provavelmente nunca chegaríamos a velhos e acabaríamos fuzilados na Revolução Cultural. Estamos a viver tempos interessantes.

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