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Machado de Assis, eterno.

por FJV, em 26.06.16

Este mês, Machado de Assis cumpriria 177 anos (foi mesmo no início do verão, há três dias). Não é uma “data redonda”, mas na próxima semana vai ser publicada mais uma edição de Dom Casmurro (na coleção de clássicos da Guerra e Paz), um dos seus romances mais importantes – e vem sempre a propósito. Machado é um dos grandes monumentos da nossa língua e um autor que o preconceito português afastou da leitura durante anos. Havia a “concorrência” com Eça, o despeito pelo facto de ser mulato e a ideia de que do Brasil só vinha literatura de extração inferior ou mais ligeirinha. Com o tempo, os leitores descobriram esses dois livros maravilhosos, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro – sinais da modernidade do romance. E, mais do que isso, obras-primas do humor e da suspeita, respetivamente. O primeiro, moderníssimo, é uma explosão de riso e de ironia, um dos arranques mais maravilhosos para um romance. O segundo ainda hoje deixa o Brasil às voltas com a pergunta sobre a sua personagem principal: “Capitu traiu ou não traiu o marido?” É um génio da nossa língua, Machado de Assis.

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