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Brexit.

por FJV, em 21.06.16

Ao contrário da quase totalidade da imprensa portuguesa (totalmente parcial), tenho certa simpatia pelo Brexit – se fosse inglês, claro. A ninguém, de juízo mediano, passa pela cabeça imaginar Portugal fora dos benefícios e do controle da UE; mas se fosse inglês teria dúvidas, todas elas legítimas. E também pelas piores razões, a começar pela chantagem despropositada de Juncker, Merkel, Obama e do FMI. E pelo cartaz publicado há duas semanas pelos partidários da permanência na UE, representando três dos líderes do Brexit como fumadores ou bebedores – um crime público na Europa higienizada. Todas as campanhas em que se usa a ameaça do apocalipse são redundantes amostras de hipocrisia e de banditismo político. Vejam-se os anteriores referendos cujo resultado foi desfavorável à UE: repetiram-se até produzirem o “resultado certo”. Os ingleses, que criaram a democracia parlamentar e a defenderam com o sangue, têm dúvidas acerca de uma Europa dirigida por líderes não eleitos e tão incapazes. Diante da famosa frase de Juncker (“Não há referendos democráticos contra a UE.”), sim, tenho simpatia pelo Brexit.

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