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Mary Shelley, Frankenstein.

por FJV, em 15.06.16

Os hóspedes de Lord Byron, na sua casa nas margens do lago de Genebra, formavam uma lista de respeito: além do seu médico – e autor, John William Polidori –, estavam o poeta Percy Shelley, a sua jovem companheira Mary Godwin, e ainda Claire Clairmont, antiga namorada de Byron e meia-irmã de Mary. Foi a eles que, numa noite do periclitante verão de 1816, Byron propôs que cada um escrevesse uma história de terror – um desafio divertido que resultou num conto de Polidori onde pela primeira vez na história da literatura aparece um vampiro, que mais tarde inspiraria o irlandês Bram Stoker para o seu Drácula. Só uns dias depois Mary consegue escrever o seu, que iria transformar-se em livro em 1818, e no qual descreve o nascimento de um ser monstruoso: Frankenstein. Mary Shelley, cuja vida daria para muitas biografias (Frankenstein teve mais popularidade do que a sua criadora), publicou-o sem o seu nome no frontispício. Essa noite gloriosa em que nasceu Frankenstein (e, um pouco antes, a inspiração para Drácula) foi há exatamente 200 anos – que passarão esta noite, entre as 2 e a 3. Fiquem acordados.

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