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Bibliografias essenciais, 24.

por FJV, em 08.04.16

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Facebook, ou lá o que é.

por FJV, em 08.04.16

As “redes sociais” são um albergue onde se encontram quase todos os tolos e tolas ao lado de uma razoável percentagem de pessoas normais, mas com mais prerrogativas, mais atrevimento – e muita vontade de magoar o próximo e de insultar os outros. Essa é uma das razões porque qualquer responsável político se deve abster de estar sujeito a likes do Facebook, entrando em competição com o papa ou com uma sambista de Ovar (ocupações muito escrutinadas). Para comunicar, um político tem ao seu dispor o Diário da República (não é barato, eu sei), os microfones da imprensa e da rádio, as câmaras da televisão (raramente falham), já para não falar dos seus assessores de imprensa, que podem multiplicar-se e desdobrar-se. Há, naturalmente, outras coisas de que um político deve abster-se, se possível: andar nu pelos ministérios, conduzir pela esquerda nas estradas de dois sentidos, usar drogas em público, ou – não menos importante – ameaçar dar bofetadas a pessoas a quem, eventualmente, tem vontade de dar bofetadas. É aborrecido, reconheço, mas é uma regra da passagem pelo poder. Comer e calar. E nada de Facebook, ou lá o que é.

 

João Soares demitiu-se ao fim da manhã – não devia tê-lo feito. António Costa irá finalmente indigitar um daqueles que lhe garantiram que «a cultura está com António Costa», porque, lá está, ou são os proprietários da cultura, ou a cultura os informou da sua preferência, ou entre eles e a cultura não há diferenças essenciais. 

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Casablanca.

por FJV, em 08.04.16

 

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O Mar em Casablanca acabado de fotografar numa livraria de Bogotá — edição colombiana da Panamericana. Capa de Rui Rodrigues.

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Lições de moral, vêm aí.

por FJV, em 08.04.16

Há coisas que qualquer criança sabe em Portugal desde anteontem, e uma delas é que as ‘offshores’ são um esconderijo de bandidos inclementes – e que os paraísos fiscais não foram criados por democracias, uma vez que as democracias são boas e virtuosas e os ‘paraísos fiscais’ são maus e fazem mal à saúde das democracias, que são aqueles regimes onde ninguém recorre a ‘offshores’. Ontem fomos acordados pela exigência da esquerda portuguesa para que se coloque um fim ao ‘offshore’ da Madeira, uma medida que deixaria os outros ‘offshores’ muito agradecidos, além de embevecidos com os bons sentimentos das autoridades portuguesas. Houve, ao longo do dia de ontem, quem tivesse recordado a lista dos políticos que, ao longo da década, têm prometido o fim desses ‘infernos fiscais’ – e houve quem pedisse mais ética em matéria de impostos (ao jeito do ministro que pediu para não abastecer com gasolina espanhola), além de o secretário de Estado do fisco ter prometido espremer até ao último cêntimo quem tenha dinheiro no Panamá. Somos muito bons a providenciar virtudes para os outros e a dar – de graça – lições de moral.

 

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