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Os dogmas.

por FJV, em 08.03.16

Para os católicos, a Santíssima Trindade é um dogma – mesmo assim, assumindo que se trata de um dogma (portanto, indiscutível), há um vasto número de teólogos que admite discutir o assunto. E que o faz, com bastante liberdade. Já entre nós, gente do mundo, há coisas que não se discutem – e pronto. A ADSE, por exemplo. Por que razão devem ter os “servidores do Estado” um protocolo de assistência médica mais vantajoso do que os “restantes cidadãos” que dependem apenas do SNS? Não são os “restantes cidadãos” igualmente “servidores do Estado” – a quem, aliás, cedem generosas fatias dos seus rendimentos? Por que razão não se estende a ADSE aos “restantes cidadãos”, em vez de manter esse desvio constitucional ao princípio da igualdade que nem a deputada Mariana Mortágua descortina? Pode mudar-se? Não, é um dogma. Veja-se a Uber, outro caso; o ministro do Ambiente declarou ilegal esta plataforma da net; os taxistas também carregam na tecla – é tão ilegal que até cometem agressões contra utilizadores da Uber. É mais ilegal a Uber do que o consumo de cocaína? É, fortemente. Pode alterar-se a lei? Não, é um dogma.

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