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Bibliografias essenciais, 18.

por FJV, em 30.03.16

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Uma burqa na Alemanha.

por FJV, em 30.03.16

Nas ferrovia alemã, entre Chemnitz e Leipzig, circulará uma carruagem exclusivamente destinada a mulheres que viajem sozinhas ou acompanhadas de crianças até aos 10 anos. A intenção é a de proteger as passageiras, depois dos acontecimentos da passagem de ano, em Colónia e outras cidades alemãs e nórdicas – onde houve casos de agressão sexual já comentados e discutidos e que, na sua maior parte, foram cometidos por homens chegados de África e do Médio Oriente. Não conheço o rigor das ameaças que pesam sobre as mulheres de Leipzig (a cidade onde viveram e sonharam Bach, Leibniz, Goethe, Grieg, Schumann, ou Wagner), na Saxónia, mas a decisão deve ter sido muito ponderada. E, no entanto, não deixa de ser agressiva e terrível, uma vez que reconhece um perigo (o de as mulheres temerem ser alvo de ataques) e a ineficácia das autoridades para protegerem a ordem no espaço público, que é e devia ser de todos, e onde todos devem ser respeitados. O resumo da notícia é este: a Europa está sitiada e aceita o estado de sítio, recusando-se a defender os seus valores. Esta carruagem é uma burqa que nos envergonha a todos.

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LER, edição da Primavera – quase chegar às bancas.

por FJV, em 29.03.16

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Clara Ferreira Alves: Confissões, Finalmente [entrevista de Bruno Vieira Amaral]

Uma Caminhada com Patti Smith [Isabel Lucas]

Rue d'Anvers: uma viagem à Paris bdsm dos anos 50 [J. Rentes de Carvalho]

Obama: Fim de História [Bernardo Pires de Lima]

Entrevista com o matemático Cédric Villani [Carlos Fiolhais]

Jorge Listopad, o Poeta Perdido [Nuno Costa Santos]

Velhos Noruegueses [José Riço Direitinho]

100 anos de Vergílio Ferreira [Hugo Pinto Santos]

Harrie Lemmens, o tradutor holandês [Harrie Lemmens]

Crónicas de Abel Barros Baptista, Eugénio Lisboa, Leonor Baldaque, Tiago Cavaco.

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Prazer e glória.

por FJV, em 29.03.16

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Por motivos que não vêm ao caso, estive a reler Prazer e Glória, um dos grandes romances de Agustina Bessa-Luís. Há muito que não se fala de Agustina – mas devíamos lê-la mais; além de grande romancista (mas impopular) é uma das nossas maiores pensadoras. ‘Prazer e Glória’ faz um balanço antecipado da década de oitenta (foi publicado em 1988), tal como Meninos de Oiro (de 1982) foi o relato luminoso das euforias da década anterior. No caso de Prazer e Glória, o sismógrafo é Durba, uma mulher que tem de ser virtuosa às escondidas, num mundo de “vulgaridade, esbanjamento e erotismo” dominado pela conquista do imediato – a cegueira que toma conta das famílias, da relação entre pais e filhos, entre os ricos e o seu poder, os ressentidos e a sua amargura, os pobres e a sua miséria. Muitos temas que hoje são dominantes foram tratados por Agustina neste romance onde quase ninguém se salva; a onda de insensatez e ignorância, que tão bem descreve, ditou o fim da família, a vitória da depressão, a valorização de tudo o que é vulgar. Aprende-se neste livro: diante da barbárie moderna devemos ser discretos como o vento.

 

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Bibliografias essenciais, 17.

por FJV, em 29.03.16

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As meninas do Bloco são sexy?

por FJV, em 28.03.16

Não conheço o arrazoado (a palavra não é ofensiva) que a Comissão para a Igualdade de Género reuniu para apresentar queixa aos tribunais a propósito de umas declarações risíveis de Pedro Arroja sobre dirigentes do Bloco de Esquerda, a quem designou de esganiçadas (a palavra não é ofensiva) e sobre quem disse que não “queria nenhuma [delas], nem dada”. Discordo de Arroja (acho sexy algumas das dirigentes do Bloco – isto não é ofensivo – e algumas delas têm uma voz melíflua e sensual), mas o que a Comissão da Igualdade de Género (não confundir com um grupo de linguistas que vigia a declinação dos verbos) acaba de fazer é abrir as portas à intolerância e à derrota no tribunal, no que é secundada pelo DIAP, que o ameaça com “uma pena de prisão que vai dos seis meses a cinco anos” por ver nas declarações do comentador indícios de “discriminação sexual”. Que as autoridades criminalizem a palavra “esganiçada” é em si uma ofensa tonta; mas que considere que as deputadas do Bloco foram sexualmente discriminadas, é uma alegria para qualquer humorista, o que já não tem a ver com a má educação de Pedro Arroja ao falar de senhoras.

 

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Bibliografias essenciais, 16.

por FJV, em 28.03.16

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Bibliografias essenciais, 15.

por FJV, em 27.03.16

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Bibliografias essenciais, 14.

por FJV, em 26.03.16

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Rentes, crónicas.

por FJV, em 25.03.16

À sexta-feira, semanalmente. Esta é a primeira da nova série de crónicas de J. Rentes de Carvalho, quarenta anos depois das do Expresso, e cinquenta anos depois das do Diário Popular:

Dias atrás, numa imitação do que costumavam fazer os escritores na minha juventude, passei um bocado de tempo encostado à ombreira da Livraria Bertrand. A ver passar mundo, fazendo involuntariamente comparações entre a mocidade alegre de agora e a rapaziada bisonha do meu tempo.

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Fatwa.

por FJV, em 25.03.16

Quando, em 1989, o ayatolah Khomeini emitiu a ‘fatwa’ que condenava à morte o escritor Salman Rushdie, a vetusta Academia Nobel sueca recusou-se a tomar posição para não ferir suscetibilidades e, oficialmente, porque não se metia em assuntos políticos. Era mentira: a academia meteu-se sempre, e vergonhosamente, em assuntos políticos – até quando atribuiu o Nobel a Mikhail Cholokov para “recompensar” a URSS pelo prémio (nunca recebido) a Boris Pasternak. A Academia não se solidarizou com Rushdie para não afrontar os assassinos que atuam em nome do Islão e cumprem ordens dos seus imãs. Este ano já foram emitidas fatwas contra Kamel Daoud (autor de Mersault, Contra-Informação, publicado pela Teodolito) e Boualem Sansal (autor de 2084, o Fim do Mundo, a publicar pela Quetzal), ambos argelinos. E, na véspera dos atentados de Bruxelas (e logo a seguir aos estranhos acordos entre o Irão e os EUA), as autoridades de Teerão aumentaram o valor da recompensa pela morte de Salman Rushdie para mais de meio milhão de euros. Chama-se a isto um esforço de integração e de boa vontade. Talvez a Europa aprenda alguma coisa. E sim, finalmente a Academia Nobel disse estar do lado de Rushdie.

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Bibliografias essenciais, 13.

por FJV, em 25.03.16

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Fernando Ribeiro de Mello.

por FJV, em 24.03.16

Na próxima terça-feira, 29 (18h30), a Biblioteca Nacional abrirá as suas portas para um colóquio sobre a obra e a notável figura de Fernando Ribeiro de Mello (1941-1992). Para as “novas gerações” este nome há de ser estranho, o que é uma injustiça fatal e imperdoável – para Ribeiro de Mello e para a sua editora, a Afrodite, que de 1965 até ao final dos anos oitenta construiu um catálogo tão inovador como perdulário, tão provocatório como minucioso e ousado, minando as bibliotecas e as tipografias bem comportadas (Pedro Piedade Marques publicou recentemente Editor Contra, edição Montag), convocando autores, tradutores e ilustradores. Foi o trabalho dessa editora que a censura designou como uma “insólita ofensiva de corrupção”, logo depois de ter publicado a Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, de Natália Correia, e A Filosofia na Alcova, de Sade. Daí até aos anos 80, Fernando Ribeiro de Mello – um portuense em Lisboa – havia de tornar-se uma referência da nossa edição, publicando livros, imaginando-os, publicitando-os da maneira mais escandalosa. É um pedaço da nossa história.

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Heróis.

por FJV, em 24.03.16

Quantos europeus declararam simpatia pelos bombistas suicidas?

Discoteca Dolphinarium, em Telavive: 24 adolescentes mortos por um bombista suicida. 

 

A boa consciência europeia, interpretada por vários líderes políticos, mostra as suas lágrimas diante dos atentados de ontem em Bruxelas, o coração da União Europeia. Comoventes, reais e sinceras – essas lágrimas, no entanto, não comovem. Durante duas décadas, e até ao dia de ontem, as autoridades europeias limitaram-se a murmurar uma série de princípios e incongruências sobre terrorismo e, para não variar, banalidades sobre segurança e apostilhas acerca da liberdade. Entretanto, é bom que se diga, a boa consciência europeia assistiu quase de palanque a horrores um pouco por todo o lado (em África como no Médio Oriente, na Ásia como na América, passando pela reação covarde aos atentados de Atocha ou de Londres), até as coisas terem chegado a este ponto – a um não retorno. As imagens de ontem correm um risco: tornarem-se banais. Ninguém reage ao que é banal. Em seu lugar, o medo é um argumento fatal. Após décadas de atentados em Israel, a boa consciência europeia preferiu criticar Israel, apoiar o Hamas, ignorar a história, contemporizar e, como fez a mulher de Tony Blair, dizer que compreendia os bombistas suicidas, transformando-os em heróis. Estão aí, os heróis.

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Anita Brookner

por FJV, em 24.03.16

Solitária, discreta, procurando um anonimato difícil (ainda mais para quem, até 2002, escrevia quase um livro por ano), voz suave, celibatária – Anita Brookner (1928-2016) morreu aos 87 anos, a 10 de Março, embora a notícia só tivesse sido dada quatro dias depois, anteontem à noite. São muitos os seus livros publicados em Portugal, mas a coroa de glória é Hotel du Lac (Bertrand), o seu quarto romance, que em 1984 arrebatou o Booker Prize, batendo O Império do Sol, de J.G. Ballard, O Papagaio de Flaubert, de Julian Barnes, ou O Pequeno Mundo, de David Lodge. Antes tinha publicado um romance de nota, Olhem para Mim – mas a história de Hotel du Lac é pura reinvenção do espírito romântico, observação, nostalgia, vidas que se procuram num pequeno hotel perto de Genebra onde se hospeda a protagonista, Edith Hope, uma escritora. Até ao fim da sua vida literária, em 25 romances, Anita Brookner (filha de judeus polacos e historiadora de arte) replicou a vida igualmente discreta de personagens que um dia viram a felicidade e a perderam. Esse mundo delicado, da classe média, nunca mais existiu senão nos seus livros.

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Bibliografias essenciais, 12.

por FJV, em 24.03.16

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Bibliografias essenciais, 11.

por FJV, em 23.03.16

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Bibliografias essenciais, 10.

por FJV, em 22.03.16

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Banca livre de espanhóis.

por FJV, em 22.03.16

Desde o manifesto dos empresários pela “manutenção dos centros de decisão” em Portugal que não havia tanto patriotismo à vista (apesar de, passados meses, alguns desses empresários se terem vendido, como lhes competia, ao inimigo estrangeiro); falo da ideia de resistir à “ocupação espanhola da nossa banca”, perseguida por mais empresários que têm em vista o bem da Pátria. Para lá de patriótica, é uma iniciativa tão generosa para todos nós, além de tão exigente em matéria legal, que empresários, governo e Presidente da República andarão de braço dado a promovê-la, sem falar de a negociarem em segredo. Eu preferia que, em vez da Caja Madrid, se abrissem balcões da Caixa Faialense – mas já me avisaram que desapareceu, e que o Barclays, inglês, vendeu as suas contas portuguesas ao espanhol Bankinter. O Totta, aliás, foi vendido por patriotas portugueses a diabólicos castelhanos. Mesmo assim, os portugueses sabem que uma banca estrita e exclusivamente lusitana é que é bom; a prová-lo, o sucesso de “bancos de bandeira”, valentes condestáveis da nossa finança, como o BPN, o BPP ou o Banif, para não falar no BES – tudo exemplos de gestão de proximidade e de tão bons e inesquecíveis serviços prestados aos portugueses, que estes nunca se recusaram a pagar os seus rombos.

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Técnica do golpe de estado.

por FJV, em 22.03.16

Quando Hugo Chávez decidiu perseguir e encerrar emissoras de televisão, jornais e estações de rádio, houve responsáveis políticos portugueses (incluindo um ex-presidente da República) que manifestaram apoio à decisão do caudilho venezuelano ou que, pelo seu silêncio, a acharam “compreensível” (tal como a detenção arbitrária do líder da oposição). Basta ir à imprensa da época para o confirmar. Tê-lo-iam feito em Portugal? Talvez não, supõe-se que por pudor e porque seriam talvez varridos do mapa político. Já em relação ao Brasil, por exemplo, o Bloco de Esquerda e o PCP têm menos pudor, e agitam – cada um à sua maneira – a bandeira do “golpe de Estado”; ou seja, acham legítima e justificada a nomeação de Lula como ministro político a fim de poder escapar à investigação judicial; e, portanto, concordam com as pressões que Lula e Dilma Rousseff fizeram e mandaram fazer junto dos tribunais, da polícia e do senado para suspender as mesmas investigações. Ficámos a conhecer a posição que estes dois partidos tomariam caso uma situação semelhante, por hipótese, ocorresse em Portugal. É uma informação muito útil.

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Bibliografias essenciais, 9.

por FJV, em 20.03.16

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Bibliografias essenciais, 8.

por FJV, em 19.03.16

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A foz.

por FJV, em 19.03.16

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Há instantes: Foz do Minho, Santa Tecla, Caminha.

Parte do «polígono estratégico».

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Bibliografias essenciais, 7.

por FJV, em 18.03.16

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Minority Report.

por FJV, em 17.03.16

João Pires da Cruz no Observador hoje:

«Como o Estado tem agora uma base de dados completa com os consumos nas farmácias, pode projetar de forma bem precisa as pensões que vai pagar nos tempos que se seguem ao período de declaração do IRS porque pode prever, com um algoritmo relativamente básico, quem é que está prestes a bater a bota. Mais, como tem as faturas do resto, pode correlacionar facilmente com o consumo de carne, batatas fritas, fast food, vinho, etc. A gestão da coisa pública pode tornar-se perfeitamente eficaz. Pode passar a cobrar mais impostos a quem tem padrões de vida mais “agressivos” ou dar descontos de oportunidade nas contribuições para a segurança social a quem não acha que vá viver para lá dos 60.»

 

 

Já imaginou o resultado do cruzamento de dados – de cada cidadão – sobre rendimentos, património, hábitos de consumo, problemas de saúde e educação? O conhecimento desses dados é um instrumento poderoso nas mãos de políticos ou de empresas. Ou de loucos – que frequentemente aparecem tanto na política como no mundo das empresas. O Prof. João Pires da Cruz, um físico, escreveu ontem um notável artigo chamando a atenção para esse perigo. Quem detém esses dados? O Estado. Quem pode ter acesso a eles? O Estado. Mas também quem puder e souber penetrar nessa rede de números, registos, informações – um registo da vida de cada um de nós, o rasto de cada decisão ou contingência. Portugal é um país liberal sem liberais, liberais à moda antiga, que prezem a liberdade e a autonomia dos cidadãos. Detendo esses dados (a partir do Cartão de Cidadão), o Estado pode manipular, vigiar e decidir sobre a vida de cada um de nós. Já aqui escrevi bastante sobre isso – antes de o governo anunciar que quer construir perfis de cada cidadão na net, uma ameaça grave (quem autorizou?). Já algum deputado se manifestou sobre este Big Brother?

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Bibliografias essenciais, 6.

por FJV, em 17.03.16

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Sr. Ministro.

por FJV, em 17.03.16

Armado da ideia de superioridade moral, construída com a beatificação de Lula, o essencial do seu projeto (e do PT) foi eternizar-se no poder. Se todos os outros são maus e desprezíveis, para quê disputar o poder com regras leais? Só isso explica o fio contínuo de escândalos, o ‘entrismo’ no aparelho de Estado, o aprisionamento da banca e da economia pública para fins partidários (Banco do Brasil, Petrobras, etc.) e a destruição de valor e de decência. Na década passada, o Planalto albergava a maior rede de tráfico de influências e de dinheiro público e privado de que há memória no Brasil – o Estado tinha passado a ser propriedade do PT, da sua mediocridade e dos seus ditadores. A velha oligarquia brasileira (o Brasil tem a maior percentagem de ricos imbecis do mundo) aplaudia, porque podia continuar a fazer os seus negócios pagando uma percentagem gorda. A ideia de Lula evitar o processo judicial fazendo-se ministro é covarde e o corolário de todas as coisas indignas que marcaram a vida brasileira da última década. Não, Lula não é, nunca foi Mandela, como quer o pré-fascista que manda na Venezuela; além de suicida, parece-se mais com Winnie Mandela.

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Onde está o general Custer?

por FJV, em 17.03.16

Quase ninguém – com a exceção natural dos seus fãs – tem paciência para as lições de bruxaria pós-Harry Potter ministradas por J.K. Rowlling, que até acho uma figura simpática. Com o fim da saga de Hogwarts, a escola de magia e bruxaria dos seus livros, a autora – por irrequietude compreensível – decidiu alongar o filão e publicar The History of Magic In North America como uma espécie de “antepassada“ dos seus efeitos especiais. Mundo maravilhoso, “vingardium leviosa”, levitemos todos. Acontece que a coisa não foi bem vista do lado de lá do Atlântico: os mestres dos “estudos culturais” índios acusam Rowlling de apropriação indevida, imperialista, e de “agressão racista e colonial” contra os nativos americanos. A história seria cómica, a juntar aos exemplos do ressentimento cultural de hoje. Mas acontece que a universidade americana e os seus “ativistas” não brincam nem deixam brincar: “Os povos americanos são reais, e brincar com a sua bruxaria pode ter efeitos sérios na luta pela descolonização, contra o domínio da supremacia ocidental.” Onde está o general Custer?

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Bibliografias essenciais, 5.

por FJV, em 16.03.16

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Bibliografias essenciais, 3.

por FJV, em 15.03.16

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