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Os mais novos preferem ser futebolistas ou larápios, quando há meio século preferiam ser médicos, professores ou Maurice Chevalier.

por FJV, em 28.01.16

Em França, vai uma grande inquietação em redor de Michel Onfray – filósofo, militante de esquerda, fundador da Universidade Popular de Caen, polémico devido às suas posições depois dos atentados de novembro em Paris. O que defende Onfray? Dez anos depois das ‘primaveras árabes’ (agora ‘invernos islâmicos’), substituir o “politicamente correto” pela “geopolítica”, abandonar a ideia de bombardear o Médio Oriente, obrigar o Islão a fazer parte da República, preferir ditaduras laicas a teocracias islâmicas saídas de eleições. E, na base de tudo, uma reforma da consciência europeia. Nestes anos, diz Onfray (um filósofo hedonista, libertário), substituiu-se o real pelo virtual, o sexo pelo género, e falar de família, estudo, rigor, serviço militar, educação e valores nacionais – é ser reacionário, bolorento e nauseabundo. O resultado é uma geração “sem valores” (hoje, a menção deste vazio gera escândalo), em que os mais novos preferem ser futebolistas ou larápios, quando há meio século preferiam ser médicos, professores ou Maurice Chevalier. Há qualquer coisa de novo a acontecer na esquerda, que continua surda a debates.

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