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Sontag.

por FJV, em 20.01.13

Se fosse viva, Susan Sontag teria festejado esta semana os seus oitenta anos. A ‘contemporaneidade’ deve-lhe combates a que Sontag respondeu durante toda a sua vida (que foi fascinante, invejada e discutida), escrevendo sobre literatura, política, fotografia, sexo e, com uma intensidade pouco comum, sobre a doença e o sofrimento. Os seus diários (Reborn/Renascer) revelam esse destino fulgurante: alguém que conheceu e influenciou o seu tempo – na cena cultural americana poucos o souberam fazer com uma paixão tão dilacerada e contraditória. Procurando estabelecer um equilíbrio entre moral e estética, é provável que nenhuma outra voz tenha sido tão estimulante na sua melancolia e ambivalência – porque sabia (era judia) que nenhuma verdade é absoluta. E, ao contrário dessa ‘contemporaneidade’, procurou um caminho de compaixão, olhando o sofrimento dos outros

[Da coluna do Correio da Manhã]

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