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Sobre a internacionalização da economia portuguesa.

por FJV, em 06.01.13

Ontem, no canal Kitchen24, um chef holandês ensinava a preparar «pastéis de Belém». Estava comovido e lembrou várias vezes Lisboa, o sabor dos pastéis de Belém, a qualidade dos pastéis de Belém, a maravilha dos pastéis de Belém. Enfim, o pastel de nata é um dos nossos produtos mais emblemáticos. É capaz de não ser má ideia tomá-lo como exemplo e pensar na exportação.

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O cantinho do hooligan. Variedades.

por FJV, em 06.01.13

1. Vítor Pereira tem uma forma curiosa de responder às perguntas dos jornalistas sobre matérias explicitamente futebolísticas (mesmo admitindo que 80% delas são tolas): dizendo que não tem nada que responder. Por exemplo: na sequência da saída, por lesão, de James Rodríguez, entra Steven Defour e não um extremo (que entraria depois); o jornalista pergunta-lhe por que é tomou essa decisão; Vítor Pereira diz que não tem nada que explicar, mas acrescenta que Defour tanto joga ao centro como a extremo (o que é verdade), voltando a dizer que não tem nada que explicar. Tem; pode não dar a explicação mais simples (Defour, mesmo como extremo, tem mais solidez do que qualquer outro extremo do banco) porque é um nadinha humilhante, mas precisa de ter uma explicação. Por outro lado, compreendo que não queira falar da razão por que, invariavelmente, «sai Varela e entra Atsu» ou, como Atsu está lesionado, «sai Varela e entra Kelvin»; lá iremos. Seja como for, estamos contigo, Vítor!, se repetires a frase do costume («Estou satisfeito, são três pontos.») na próxima semana.

 

2. E, depois, há esta ideia peregrina de os narradores dos jogos na televisão e na rádio usarem a expressão «contra-golpe» em vez de «contra-ataque». Quando uma equipa parte para o ataque não dá um golpeataca (se jogar futebol mesmo). Sim, eu sei onde foram buscar a inspiração, mas antes que comecem a mencionar «a posição estratégica da bola parada» (outra pérola da mesma fonte de inspiração), moderem o processo de analfabetização.

 

3. O Sporting comove-me e irrita-me. O meu pai é sportinguista, um dos meus filhos é sportinguista (e o padrinho dele, ultra). Oiço-os várias vezes por semana lamentarem-se de que «já não vale a pena falar sobre futebol». Evito telefonar ao meu pai durante os jogos (nesta época, sempre que ligava o Sporting sofria um golo). A desgraça do Sporting é fatal. Nestas ocasiões lembro-lhes a equipa de Damas, Botelho, Hilário, Yazalde, Marinho, Laranjeira, Dinis, Manaca, Chico Faria, Peres, etc. (foi nessa época que se deu a Grande Cisão na família...), mas vejo que isso não ajuda. O problema agudizou-se nas últimas semanas; estive em primeiro lugar no quadro de prognósticos do Expresso enquanto conseguia divertir-me com os desaires de uma equipa «treinada» por Sá Pinto, mas, depois, apostei sucessivamente na reviravolta do Sporting (esta semana imaginei que ganhava ao Paços por 2-1) — e fui caindo para uma posição desconfortável. Tudo por culpa do Sporting. 

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Frases capitais.

por FJV, em 06.01.13

Depois de alguns anos a tentar vender livros começo a ficar imune às frases capitais do pobre marketing & publicidade. Mas quase nada bate a publicidade ao cinema. Hoje quis ver a informação sobre um filme da RTP, premi o botão <i> e saiu-me isto: «Um alucinante thrilller de acção que é uma intrigante história de suspeitas, mistérios e perseguições.» Informação é assim.

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Por falar nisso.

por FJV, em 06.01.13

[…]

«Acontece que este país me irrita

com a sua mania de comer carne

todos os carnívoros são odiosos

e mais de um vive de chantagem

 

legumes ou ovos para a força física

tal como o mel adoça o carácter

alegrai-vos de preferência com a fruta

o peixe estimula a seriedade

 

requeiro aos serviços competentes

vistoria dos matadouros e dos talhos

a carne de cozer propende ao crime

e que dizer do fígado de vaca!»

[...]

 

Fernando Assis Pacheco, «Desversos»

 

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Alimentação saudável.

por FJV, em 06.01.13

Há quem ache que «o compromisso do Estado para nos educar» passa por «impor hábitos alimentares saudáveis» a todas as «esferas da cidadania» (é assim que as coisas são redigidas, a fim de providenciar mais conforto linguístico). Justamente, como é bem lembrado aqui, a coisa pode configurar um tiro no pé. Portanto, é necessário começar pelo topo. Independentemente das suspeitas, certamente infundadas, que foram lançadas sobre o custo do menu dos restaurantes de algumas «esferas da cidadania», é necessária uma reflexão sobre as suas qualidades dietéticas, morais e sanitárias. Evidentemente que «perdiz, porco preto alimentado a bolota, bacalhau do Atlântico, pombo torcaz, rola e lebre» parecem bem do ponto de vista gastronómico — nada contra, embora o pedido de «bacalhau do Atlântico» me pareça pouco importante, preferindo lembrar que a qualidade do «bacalhau da Finlândia» atingiu níveis muito interessantes nos últimos anos. Espera-se que as recentes recomendações da DG Saúde cheguem a todo o lado.

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