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Dá para um livro e 1/4 por mês. É bom.

por FJV, em 27.12.12

No Brasil, entretanto, foi finalmente aprovado um projeto (ideia de Ana de Hollanda, anterior ministra da Cultura) a seguir com atenção: o cheque-cultura. 50 reais por mês para quem ganhe até cinco salários mínimos; a mecânica é trapalhona, mas a ideia é boa. É bom.

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Sentido de oportunidade.

por FJV, em 27.12.12

A edição do DN neste sábado é dirigida por Carvalho da Silva, que entrevista Lula da Silva. Sendo tão atual o combate à corrupção, espera-se que o ex-presidente brasileiro seja questionado sobre o mensalão.

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Burla.

por FJV, em 27.12.12

O rol de burlas que se arrasta com o nome de Artur Baptista da Silva é material literário. Em A Brasileira de Prazins, Camilo Castelo Branco cria um personagem semelhante, um falso D. Miguel que visitava o país às escondidas para organizar o combate contra as indignidades do governo –que o expulsara. Os padres de Braga e os seus pelotões de aldeia fiaram-se nele; na verdade, precisavam de um D. Miguel que lhes dissesse o que queriam ouvir. Mesmo depois de desmascarado (era, afinal, um valdevinos), houve quem o desculpasse. Baptista da Silva também será um valdevinos, com a vantagem de ter estado quase a entrar para a Academia do Bacalhau e ter fotos no Facebook; no restante, a personagem assenta-lhe bem, contentando os que precisavam de legitimidade para o seu lero-lero. Não é preciso dizer grande coisa, afinal, para ser Baptista da Silva. 

[Da coluna do Correio da Manhã]

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Financiamento.

por FJV, em 27.12.12

A decisão de criar a Casa da Música coube ao Estado português, na sequência da Porto 2001. O historial das polémicas à volta da sua gestão inicial, da “derrapagem dos custos” (vastíssima, num custo final seis vezes superior ao inicialmente previsto) e do seu peso institucional ainda não foi concluído. Mário Soares, quando visitou o edifício, proclamou (no seu melhor estilo de gestor) que o que era preciso era que as coisas se fizessem, “que o dinheiro há-de aparecer”. Ora, como todos sabemos, o dinheiro, às vezes, não aparece – e em tempos de crise é necessária a sensatez que permite moderar as despesas e, ao mesmo tempo, evitar que desapareça o essencial. O problema é que apenas uma parte do financiamento da Casa da Música depende de privados e de mecenas – e o grande risco que essa percentagem desapareça. Se isso acontecer, a decisão (e o orçamento) caberá de novo, e inteiramente, ao Estado. 

[Da coluna do Correio da Manhã]

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