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Ena. [Act.]

por FJV, em 09.04.11

No blog de António Granado: a foto do secretário-geral do PS na primeira página do DN está assinada «Gabinete do Primeiro-Ministro».

 

Adenda: Atenção, que as limitações à circulação de fotógrafos existem nos congressos de outros partidos. Há abundantes casos de fotografias de campanha publicadas em vários jornais e que foram fornecidas pelos serviços de imprensa de todos os candidatos.

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Magníficas avestruzes.

por FJV, em 09.04.11

Tudo isto está muito certo. O problema é que muitas das pessoas que assinam o texto não só não acreditam nele como, no passado recente, foram excelentes avestruzes.

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Há vida para lá do défice.

por FJV, em 09.04.11

Quando se fala na «ajuda externa», um eufemismo sem mácula, há reacções curiosas: os que partem do princípio de que temos direito a ela, sem mais, e que «as instituições internacionais» não fazem mais do que a sua obrigação — muito semelhante à reacção argentina no tempo de Carlos Menem e no pós-Meném; os que a consideram «um novo saque» ao país, e que chamam canalhas aos que emprestaram dinheiro; os que vêem na «auditoria às contas públicas» um ultraje inultrapassável, uma desconfiança brutal, um ataque à honra. A poucas pessoas passa pela cabeça dizer, com clareza, que é necessário pagar as dívidas e que esse endividamento crescente existe independentemente de qualquer argumento. O argumento de que é necessário encarar esse endividamento como problema bate sempre numa barreira: sim, mas já viram o endividamento dos outros? O único problema são as garantias. O vetusto D. Manuel não pediu empréstimo para enviar a embaixada de Tristão da Cunha ao papa; nem precisava de garantias (curiosamente, uma primeira desfaçatez ideológica foi abandonar as ilhas de Tristão da Cunha e mandar o rinoceronte para Roma por via postal...), que abundavam no nosso tradicional desperdício – azares previstos da História, tudo veio a acabar. Hoje não temos garantias aceitáveis. Como uma família endividada, tem de negociar, renegociar, e mostrar as contas: estamos assim. Por mais que António Costa dê a volta ao discurso pré-eleitoral, é preciso «atacar o mal prioritário, reduzir a dívida, reduzir o défice, consolidar as nossas finanças públicas». Depois disso, sim, há vida para lá do défice.

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O modelo nórdico.

por FJV, em 09.04.11

«Tem de haver uma avaliação muito, muito profunda tanto das finanças públicas, como do sector financeiro, e só então poderemos determinar as necessidades», diz o ministro sueco das Finanças, Anders Borg, sobre a ajuda externa a Portugal. Afinal, parece que alguém quer uma auditoria às contas públicas portuguesas.

O argumentário sueco não é muito lisonjeiro: «O Governo português tem uma grande responsabilidade pela situação em que o país se encontra por causa do défice e dívida pública que se mantém elevados durante um longo período de tempo.» [...] «Há aqui muitos argumentos para críticas.» 

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