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Mário Cesariny.

por FJV, em 29.12.10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Romance da Praia de Moledo

Canto da hora do banho

 

ó mar contente, tão frio

que o verde das ondas é neve

fazes meu corpo tão leve,

no ar, vazio!

meus seios, cabelos, tudo é brando!

na mão do mar talhado cerce

vou, como se a um velho comando

desobedecesse!

 

e raia de leve um sol macio

que ainda não amadurou

frio

de manhã forte e silente

as minhas mãos nem são de gente

são formas de água, de neve

sobre o maillot

 

Mário Cesariny, Manual de Prestigiditação

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O que nos salva.

por FJV, em 28.12.10

Versos em dias de frio.

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Diagnóstico.

por FJV, em 27.12.10

Excessiva dependência do Estado, resignação, enganar os cidadãos, consumo ostentatório. Os ingredientes.

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Nunca esquecem.

por FJV, em 27.12.10

Os pedidos de esclarecimento de algumas vozes do PS sobre as contas bancárias do Presidente da República na SLN não esquecem a estratégia que foi usada contra Francisco Sá Carneiro em 1979. Quem andou lá nunca esquece. Mas agora há um problema acrescido: o jogo tem riscos muito elevados. Explicações sobre contas bancárias e negócios são coisa em que o PS pode vir a ter de especializar-se nos tempos mais próximos.

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Onésimo.

por FJV, em 27.12.10
De Rhode Island, Onésimo Teotónio de Almeida comenta o post que comentava outro post:
Ontem, à mesa de almoço de Natal aqui em casa, a bem de conversa, contei da entrevista que de manhã lera com um «alálogo» (imagino que não se deva dizer «teólogo» para um muçulmano) em que ele procurava desculpar o tratamento da mulher entre os islâmicos. Que era preciso compreendermos o contexto cultural em que surgiu a religião islâmica pois as mulheres eram tratadas como animais. Tem sido enorme o progresso. e que nós ocidentais não nos armássemos em convencidos porque as diferenças não são assim tão grandes. As mulheres no Ocidente ainda estão bem longe de serem iguais aos homens, de ocupar lugares de relevo ao nível dos que eles ocupam.

O Duarte, sempre rápido nos seus comentários irónicos:

— Tem toda a razão! Ainda há dias numa reunião na nossa empresa, uma mulher começou a dizer umas coisas de que discordávamos e foi imediatamente apedrejada. Resultou em cheio, pois calou-se logo.

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Animação. 2

por FJV, em 26.12.10

E, no entanto, há sempre quem agite números, cite estatísticas, fale de como estão animadoras as previsões. É um retrato de fim de época. As derradeiras moedas para uma temporada de ilusão.

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Animação. 1

por FJV, em 26.12.10

Alguma coisa anda a falhar no sistema de comunicação mais profissional, quase perfeito, do país. Perorar desta maneira não estava nos planos. Erro de sujeito, pedicado e complemento directo.

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Xyz.

por FJV, em 26.12.10

Posts com títulos inteligíveis (IUGUIYFH98664KLJG BVIUY, ou WMNBOPFR098230928PLI:) são sempre um alento. Este último vai direitinho ao coração da hipocrisia.

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Onde gostaria de estar.

por FJV, em 26.12.10

Moledo, em 1905.

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Acasos, 38.

por FJV, em 21.12.10

Márcia, Pra Quem Quer

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Línguas vivas.

por FJV, em 21.12.10

Ide. Correi, inscrevei-vos — o mundo não acabou e há quem se lembre de que isto faz falta. Ide.

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Nestes dias.

por FJV, em 21.12.10

Betula alba L

 

Nestes dias consulto este grupo de fotógrafos. E este blog que, ainda por cima, trata — no seu último post — do goivo duriense.

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Ver, acima de todas as coisas.

por FJV, em 21.12.10

José Medeiros Ferreira com dois posts imprescindíveis: Os Estados Ciberdependentes e PISA e Pigmaliões.

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Costa do Marfim.

por FJV, em 19.12.10

Espera-se que, desta vez (ao contrário do que aconteceu no Ruanda), a ONU não ceda — e permaneça na Costa do Marfim, pelo menos até à cada vez mais improvável data da tomada de posse de Alassane Dramane Ouattara. Para quem se recorda de outros cenários africanos, o ambiente é semelhante, com gangs preparados para o combate, vindos da Libéria e de Angola para apoiar a formação de um novo Zimbabwe.

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Tribunal Constitucional para defesa do Estado?

por FJV, em 19.12.10

Ora aí está uma pergunta importante. Francisco Mendes da Silva, com todas as cautelas (sobretudo no penúltimo parágrafo), num texto muito importante, publicado no Público e agora recuperado pelo Henrique.

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Constituição.

por FJV, em 17.12.10

Pode ser simbólico (e por isso mesmo), pode não ter importância (cá está), mas a existência – no preâmbulo da Constituição – a obrigatoriedade de irmos para o socialismo é uma das razões que me leva a apoiar a revisão da Constituição. Falar de revisão constitucional e ter medo de rever o que, nela, não tem sentido, é ridículo. Melhor estar quieto.

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Vidas terminais. Coisas que metem medo.

por FJV, em 17.12.10

300 mil pessoas, entre os 15 e os 30 anos, não trabalham – nem estudam. É o que diz um estudo do Instituto Nacional de Estatística. Resposta do Rui Rocha.

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Carlos Pinto Coelho, 1944-2010.

por FJV, em 15.12.10

Acabo de saber, agora, às dez e pouco da noite. Estivemos juntos na semana passada, num debate que ele próprio organizou — para o programa «Assim Acontece» — sobre as políticas da cultura. Para além da biografia, CPC foi uma época da televisão e uma época da cultura na televisão. Tivemos desencontros, como toda a gente; mas, como já aqui referi um dia, não posso esquecer que, quando fui despedido da televisão, CPC me telefonou no dia seguinte a oferecer-me trabalho. Manda a gratidão que não me esqueça, mesmo não tendo aceite. O Acontece (dez anos de antena) foi o seu emblema durante anos; correspondeu a uma época e a uma forma de noticiar «a cultura», mas existia em bom horário e foi importante. Morreu minutos antes de gravar um programa para a RTP Memória; um ataque cardíaco. O coração que nos falha a todos.

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Salvar o mundo.

por FJV, em 14.12.10

De facto. Gente enjoativa que quer salvar o mundo. Têm soluções para tudo: o consumo excessivo de água e as florestas do Peru, o sistema rodoviário e o sexo em decadência. Já não têm nenhuma marca da generosidade antiga, aquela que vem de desejar uma solução, várias soluções, um caminho diante do abismo. O que importa é apresentarem-se como seres superiores que mostram aos outros que, na verdade, eles sim, são misantropos, misóginos, perfeitos, capazes de tudo. Uns merdas.

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WikiWiki.

por FJV, em 14.12.10

Os meus dois cépticos da ordem escrevem sobre o Wikileaks e eu respondo-lhes:

 

John Le Carré, isso mesmo. Leiam John Le Carré. Em O Venerável Espião, George Smiley vê-se a braços com a destruição de todo o sistema de espionagem britânico, depois de Haydon e Ann terem sucumbido e de, cada um à sua maneira, o terem traído. De um dia para o outro, fontes, circuitos de informação, telegramas secretos, nomes de espiões – tudo é posto a nu pelos soviéticos e, por isso, é necessário “começar de novo”. Na época não existia Wikileaks. Ao longo do tempo, Smiley vai reconstruindo o sistema, recuperando os seus agentes, restabelecendo as suas fronteiras. E, nos outros livros, Le Carré (mesmo no mais recente), conta histórias wikileaks. Isto há-de parecer-vos teoria da conspiração a  mais, mas imaginem, por um instante, que nos dias de hoje convinha “começar de novo” todo o sistema de informações. Nada melhor do que destruir a honorabilidade e os segredos que até então estavam aparentemente guardados a sete chaves, mas que eram relativamente pecaminosos (nada de grave acontece realmente nos EUA, mas nos aliados europeus vão caindo pássaros aqui e ali, os árabes vão levando e apanhando, alguns estados-párias são denunciados, brincadeiras de cocktail de fim-de-tarde são denunciados para gozo dos que acham que a grande política é sobretudo a grande blague). Aí está uma forma muito inteligente de “começar de novo” e com a alegria colaborante do “inimigo”. Nada que não se aprenda nos livros de espionagem.

(adaptado da crónica do Correio da Manhã)

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Sociedade de literatura.

por FJV, em 12.12.10

Vai haver novos prémios literários. Candidatos, preparem-se.

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Soft.

por FJV, em 12.12.10

1. A festa em redor dos resultados dos testes PISA é ligeiramente obscena, mas compreensível na atitude geral de José Sócrates como salvador da pátria. Softcore. Estatísticas são estatísticas e o governo é especialista em aproveitar todas as estatísticas, mesmo que sejam as suas; simplesmente, ao contrário desta falsidade (inverdade, na linguagem oficial) devidamente higienizada, datada de Janeiro de 2009 (e que nos deve pôr de pé atrás em todas as apresentações de power-point feitas pelo primeiro-ministro), os relatórios PISA devem ser tidos em conta. O que nos diz o quadro? Que Portugal subiu na avaliação da OCDE. Ponto. Subiu para 487 pontos numa escala em que a média é de 493 (contra 556 de Xangai ou 539 da Coreia — «mas eles são orientais»), o que representa uma notícia a acompanhar. A avaliação de conhecimentos de adolescentes com 15 anos dá conta de um esforço das escolas a partir de 2000 e com especial acento em 2006, ou seja, cobrindo vários ministérios e incluindo, naturalmente, Maria de Lurdes Rodrigues. Fundamentalmente, estou em crer, essa subida de 18 pontos deve-se à introdução de aulas de estudo acompanhado e, em menor grau, dos planos de apoio à matemática e do Nacional de Leitura. O que significa isso? Que foi graças às escolas que melhorou o rendimento escolar — e não ao sistema de vida em si mesmo, ou seja, ao modo como é encarado o papel da escola na vida dos estudantes (horas de estudo, treino, etc.).

 

2. O Alexandre Homem Cristoexplicações sucintas e sérias, como de costume, mas permito-me discordar da sua desvalorização das provas de aferição. É que um dos mitos fulgurantes na ideologia dominante do Ministério da Educação consiste precisamente na dispensabilidade dos exames, dos testes, das provas. O anterior secretário de Estado Valter Lemos era, mesmo, um especialista em comentários a estatísticas e a resultados de exames, desvalorizando-os sempre que vinha a despropósito. As provas de aferição podem ter essa marca de inutilidade prática (não contam para a avaliação final), mas é a multiplicação de testes e de provas que permite uma melhor preparação para exames, inclusive para os PISA.

 

3. Há uma fase, na reforma do ensino, que assenta nos dados quantitativos (acesso à escolaridade, etc.); há outra que deve procurar a qualidade. Estamos na primeira fase. Estes resultados ainda não são a porta aberta para a segunda fase, infelizmente. A acreditar na ideologia do ME, isso ainda vai tardar.

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Guerra de famílias.

por FJV, em 12.12.10

A guerra é, agora, entre Carlos César e Matosinhos — para pagar a remuneração compensatória aos funcionários, o Executivo açoriano optou por "cancelar uma obra num campo de futebol”; precisamente na mesma altura em que a Câmara de Matosinhos anuncia que está disponível para comprar os estádios do Leça e do Leixões.

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Fantástico.

por FJV, em 10.12.10

O extraordinário apedeuta, que chegou a querer expulsar jornalistas do seu país ou estabelecer um módico de censura à imprensa e à tv, está solidário com a Wikileaks.

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Ressalva.

por FJV, em 10.12.10

Na reforma da legislação laboral não está incluído nenhum artigo sobre despedimento de gestores incompetentes que arruinaram empresas públicas ou negociaram mal as parcerias público-privadas.

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Sakineh.

por FJV, em 10.12.10

A «ideia» de que a libertação de Sakineh Mohammadi-Ashtiani, condenada por lapidação no Irão, é uma derrota para os amigos de Israel, é uma bravíssima tonteria. O que está em causa não é Israel; é a lapidação de Sakineh Mohammadi-Ashtiani.

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Os Lusíadas.

por FJV, em 10.12.10

Alegre não resistiu à tentação. Houve quem fizesse apostas — e acaba de perder, contra toda a hipótese de bom-senso. Ele «sabe quantos cantos tem Os Lusíadas». Tamanha competência (é a linguagem da moda) talvez não faça de Manuel Alegre um melhor candidato; faz dele, de certeza, um melhor concorrente ao «Quem Quer Ser Milionário».

Este hábito de recorrer a Os Lusíadas para mostrar um patriotismo inexcedível não destrói apenas a sua reputação política; é, também, um ataque ao coração do poema, a epopeia mais politicamente incorrecta do Ocidente, impróprio para entrar em campanhas e para falar de cidadania.

 

Seja como for, aqui lhe dedico um magnífico soneto do vetusto Abade de Jazente (1719-1789), cheio de recordações amarantinas:

 

«Brutos penhascos, rústicas montanhas,
Medonhos bosques, hórrida maleza,
Que me vedes, coberto de tristeza,
Saudoso habitador destas campanhas.

Para me suavizar mágoas tamanhas,
Alteremos um pouco a Natureza;
Civilize meu mal vossa dureza,
Barbarizai-me vós estas entranhas.

Meu pranto vos comova algum afecto
De branda compaixão; pois da impiedade
Encontra sempre em vós um duro objecto.

Pode ser, que com esta variedade,
Seja mais agradável vosso aspecto,
Sinta eu menos cruel minha saudade.»

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Cesarinho, 2.

por FJV, em 09.12.10

Era o que eu dizia. Francisco Assis, segundo Carlos César, está a contribuir para dividir os portugueses.

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Puros, como se sabe.

por FJV, em 09.12.10

Esta foto (uma mão segurando um charuto) ilustra a notícia «Só houve 50 condenados a prisão efectiva por corrupção numa década», no Público. Está lá o essencial: a mão, o carro preto reluzente, o anelzinho — e o charuto, o elemento essencial da corrupção, como se sabe. E a legenda: «Retrato-robot: o corruptor tipo pertence ao sector privado, em especial à construção civil.» Fumadores de charutos, tende cuidado; o Público apanhou-vos finalmente, sabe quem sois.

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Cesarinho.

por FJV, em 08.12.10

À medida que outros quadros, dirigentes e militantes socialistas (Vital Moreira, Vítor Ramalho, etc.) se manifestam contra «as medidas compensatórias» do governo regional dos Açores, será que Carlos César os acusa de quererem dividir os portugueses, como fez com o Presidente?

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