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Mais imagens de Outono. Ainda Providence, Rhode Island.

por FJV, em 23.11.10

 

Providence, Rhode Island, ainda o esplendor de Outono nas margens da Nova Inglaterra. Fotografia de Onésimo Teotónio de Almeida, esta semana.

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Curiosidades.

por FJV, em 23.11.10

 

O José Medeiros Ferreira propõe, com ironia, uma Liga dos Amigos da Irlanda. É bem preciso. Portugal tem um salário mínimo de €475 enquanto a Irlanda anda pelos €1,460 (o da Grécia é mais alto que o nosso em €200) e mesmo que desça 12%, enfim. O dumping fiscal na UE já não é novo na Irlanda; nos anos oitenta a Irlanda era conhecida por acolher escritores de todo o mundo e de os isentar de muitas taxas, desde que utilizassem bancos irlandeses. O turismo literário (uma espécie de indústria de eventos...) foi então muito lucrativo, até chegar ao ponto de o Dublin Writers Museum ter registado, caso único no mundo, um superavit nas suas receitas em 1990. Em 1991, quando Dublin foi a capital europeia da cultura, os investimentos na cidade não atingiram os níveis felizardos e mãos largas de Lisboa, Porto e Guimarães, e a sua capacidade de atracção foi bem mais superior; nessa altura, ironia das ironias, o programa de «Um dia com o Ulysses de James Joyce» esteve esgotado durante dois meses nas agências de viagem.

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Frei Manuel Cardoso.

por FJV, em 23.11.10

Se nas escolas portuguesas se estudasse música, seriam amanhã assinalados os 360 anos que nos separam da morte de Frei Manuel Cardoso (1566-1650), um talento extraordinário na história da nossa cultura. A sua missa de Requiem (há duas versões a reter, a da Schola Cantorum de Oxford, e a dos Tallis Scholars – alem de um conjunto de obras polifónicas pelo Ars Nova Ensemble) é um relâmpago que ilumina todo o século XVII, na companhia, por exemplo, das obras de Duarte Lobo, outro mestre da época. Manuel Cardoso é o derradeiro profeta de uma melancolia conservadora e anti-europeia que depois conheceria o brilho do barroco e do maneirismo posteriores (que marcariam Carlos Seixas); mas é sobretudo um altíssimo nome português que a ignorância atual maltrata. Ouçamo-lo um pouco.

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Pois a Europa.

por FJV, em 23.11.10

Muitos dos que agora choramingam «que a Europa não funciona», «que há um défice democrático na Europa», «que os países periféricos não têm poder nenhum», «que é o próprio sistema que está mal construído» — são os mesmos que, há menos de um ano, ainda achavam uma inutilidade que os povos europeus aprovassem os tratados, vigiassem «as instituições», votassem referendos e tivessem opinião.

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Outra evidência.

por FJV, em 23.11.10

Tão claro como água.

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