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Lady Gaga e a Sociologia da Fama.

por FJV, em 01.11.10

A variedade de matérias «ensinadas» ou discutidas em vários cursos de sociologia, literatura, antropologia, astrologia, psicanálise, quiromancia e afins, conta agora com uma novidade: a universidade da Carolina do Sul acaba de criar uma cadeira sobre «Lady Gaga e a Sociologia da Fama»: «The course introduces students to a sociological analysis of selected social issues related to the work of Lady Gaga», diz-se no site do departamento de sociologia da universidade. O criador da novidade é Mathieu Deflem, um professor cujos «teaching and research interests include law, terrorism, policing, popular culture, comparative-historical sociology, abortion policy, and theory».

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Há coisas que continuam.

por FJV, em 01.11.10

Pobre Monteiro Lobato...

 

Isto, por exemplo, vai continuar: a palermice. Leia o seguinte trecho: «Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão.» E agora este: «Não é a toa que macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens.» Ora muito bem — ambos os trechos foram escritos por Monteiro Lobato, em 1933. Lobato é o criador do Sítio do Picapau Amarelo e um nome incontornável da literatura juvenil brasileira (e não só). O Conselho Nacional de Educação local, uma instituição onde se albergam quase todas as correntes de idiotas do Brasil, pede — com base nesses trechos — que o livro Caçadas de Pedrinho seja «banido» das escolas do Brasil sob a acusação de racismo. A porta-voz do Conselho diz que o livro só pode voltar a ser lido se for acompanhado de «estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura». Isto vai continuar porque o ressentimento é a sabedoria dos pobres de espírito. Machado de Assis, que era mulato, também está na calha.

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Dilma.

por FJV, em 01.11.10

Não vale a pena fazer contas (a oposição, PSDB e DEM, tem 52,3% do eleitorado brasileiro, Serra ganhou em S. Paulo com 54%, e em todos os estados do centro-sul e sul, incluindo o Rio Grande) quando toda a gente quer festejar a eleição de Dilma Roussef. Ela ganhou. Vai ser diferente de Lula — na economia (por muito que regressem Palocci ou Mantegna), no afrontamento e na mobilização (CUT, MST, etc.), muito embora Dilma tenha sido uma criação de Lula (depois da queda de José Dirceu, o símbolo do pior do lulismo), tenha executado os planos de Lula e vá limpar aquilo que Lula deixou no Planalto. Salvo erro, não demonstrou ter uma ideia própria, para além da sua fama de executiva e organizadora. Com ela, continua o vale tudo do petismo.

De resto, não tenho de ter candidato; para responder aos mails que têm chegado a perguntar, «então, não comenta?», «não diz nada?», fica claro isto: o meu candidato permanente é Fernando Henrique Cardoso, o grande presidente que o Brasil teve.

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