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Catalunha.

por FJV, em 29.11.10

Poucos comentadores deram destaque (tirando o Tomás Vasques) aos acontecimentos de ontem na Catalunha: a derrota da esquerda catalanista (Esquerra Republicana), da Iniciativa per Catalunya e do PSOE/PSC — o chamado tripartito — e a vitória folgada da Convergència i Unió e subida do PP. Estes resultados eleitorais têm importância europeia numa altura em que a Espanha está na mira. De alguma maneira, é também o regresso da Catalunha à Espanha.

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Una «manita».

por FJV, em 29.11.10

Foi um baile, uma série de jotas, um ball de Punteta i Taló.

(Este 5-0 é desígnio de campeões...)

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Monicelli.

por FJV, em 29.11.10

Mario Monicelli, 1915-2010.

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Desperdício.

por FJV, em 28.11.10

A Associação da Hotelaria e Restauração (AHRSP) estima que se deitem ao lixo cerca de 35 mil refeições por dia, vindas de refeitórios e cantinas. A estas há ainda a somar as sobras (comida não servida) dos restaurantes. Parte deste desperdício deve-se à lei, que tem exigência compreensíveis mas algumas delas contornáveis sem prejuízo de ninguém. Um combate a levar adiante.

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O cantinho do hooligan. Comentários finais.

por FJV, em 28.11.10

1. Foi lamentável que, para este jogo, André Villas-Boas não tivesse convocado Hulk, Fernando ou Belluschi. Se os três tivessem jogado, a coisa seria diferente. A camomila do Hotel Altis é eficaz.

2. Gostei dos assobios a Moutinho. É um excelente jogador (Maniche provou-o logo de entrada quando lhe foi aos tendões).

3. Maicón foi um nabo, de facto, e ainda por cima não fez falta; alguém lhe devia ter dito que Liedson estava à espera de fazer aquela palhaçada (com Bruno Alves seria outra música; levava o cartãozinho mas era capaz de fazer falta). Por outro lado, apesar do penteado, Liedson mandou a bola fora quando Moutinho estava no chão. O cabelo não é tudo (já o mesmo não se diz de Djaló).

4. O Sporting está sem treinador; pelo menos é isso que se depreende dos comentários (na maior parte, disparatados) dos cavalheiros da SportTv: «...e o Sporting deve é...», «...agora o Sporting tem de...», «...para isso o Sporting tem agora de...», durante todo o jogo. O FC Porto seria uma equipa do Cazaquistão e o Sporting o nosso representante no concerto das nações. Lindo. Não sei quanto lhes pagam como consultores, mas Paulo Sérgio era capaz de fazer melhor — e fez.

5. Dois empates, duas expulsões. André Villas-Boas tem de se poupar um nadinha; se algum dia vier uma derrota, é capaz de ser irradiado e levar atrás o Antero Henriques e Nelson Puga.

6. O golo de Valdés foi bom. Mas o de Falcao foi melhor.

 

Adenda: dois leitores, um deles a atirar-me maçãs, perguntam «porquê o ponto 6», ou seja, o que faz do golo de Falcao um golo melhor do que o de Valdés. Julgava que não era preciso explicar, mas aqui vai: 1) porque Falcao não estava em fora-de-jogo; 2) porque sou eu a decidir.

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Moledo no Douro. Encerrado.

por FJV, em 28.11.10

Sobre a foto das termas de Moledo no Outono, mail de José M. Alves: «A foto das termas é muito bonita e consegue até esconder o facto de estarem encerradas por decisão da Câmara Municipal,deixando sem os seus serviços centenas de pessoas. Mais uma ajuda para o interior do país.»

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Ó Beja, terrível Beja, Beja da minha desgraça.

por FJV, em 26.11.10

Como se não bastassem as maravilhosas parcerias público-privadas que começaremos a pagar a partir de 2014 (com agravamentos a multiplicar por dois), o aeroporto de Beja, esse grande entreposto aeroportuário que há-de ser usado para experiências com os Embraer a montar em Évora (tanto faz), ameaça transformar-se num case study. Só não é case study porque os case studies têm alguma coisa a ensinar — sem pista, sem dinheiro, sem viabilidade e sem carreiras aéreas, o aeroporto merece figurar na lista das grandes realizações do Estado.

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Sociologia geral.

por FJV, em 26.11.10

A ler, evidentemente, os textos de Luís M. Jorge

sob o título Vida Urbana. (1, 2, 3 e 4)

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Aniversário. Darth Vader.

por FJV, em 25.11.10

Parabéns.

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!הפועל תודה

por FJV, em 24.11.10

Todah, Hapoel! Obrigado. Foi um grande momento.

Este blogue festeja os seus amigos.

Agora vem ai o Shalke 05.

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Mais imagens de Outono. Agora, em Santa Maria.

por FJV, em 24.11.10

Outono no Lugar do Norte, Ilha de Santa Maria, Açores,

fotografado esta semana pelo Nuno Barata.

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Mais imagens de Outono. Agora, na Terceira.

por FJV, em 24.11.10

 

 

 

Outono na Ilha Terceira, Açores. Fotografias de Ricardo Laureano.

Enviadas pelo Miguel de Sousa Azevedo.

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Mais imagens de Outono. No Douro, agora.

por FJV, em 24.11.10

As Termas de Moledo, no Douro, fotografadas esta semana

por José Alfredo Almeida.

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Mais imagens de Outono. Ainda Providence, Rhode Island.

por FJV, em 23.11.10

 

Providence, Rhode Island, ainda o esplendor de Outono nas margens da Nova Inglaterra. Fotografia de Onésimo Teotónio de Almeida, esta semana.

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Curiosidades.

por FJV, em 23.11.10

 

O José Medeiros Ferreira propõe, com ironia, uma Liga dos Amigos da Irlanda. É bem preciso. Portugal tem um salário mínimo de €475 enquanto a Irlanda anda pelos €1,460 (o da Grécia é mais alto que o nosso em €200) e mesmo que desça 12%, enfim. O dumping fiscal na UE já não é novo na Irlanda; nos anos oitenta a Irlanda era conhecida por acolher escritores de todo o mundo e de os isentar de muitas taxas, desde que utilizassem bancos irlandeses. O turismo literário (uma espécie de indústria de eventos...) foi então muito lucrativo, até chegar ao ponto de o Dublin Writers Museum ter registado, caso único no mundo, um superavit nas suas receitas em 1990. Em 1991, quando Dublin foi a capital europeia da cultura, os investimentos na cidade não atingiram os níveis felizardos e mãos largas de Lisboa, Porto e Guimarães, e a sua capacidade de atracção foi bem mais superior; nessa altura, ironia das ironias, o programa de «Um dia com o Ulysses de James Joyce» esteve esgotado durante dois meses nas agências de viagem.

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Frei Manuel Cardoso.

por FJV, em 23.11.10

Se nas escolas portuguesas se estudasse música, seriam amanhã assinalados os 360 anos que nos separam da morte de Frei Manuel Cardoso (1566-1650), um talento extraordinário na história da nossa cultura. A sua missa de Requiem (há duas versões a reter, a da Schola Cantorum de Oxford, e a dos Tallis Scholars – alem de um conjunto de obras polifónicas pelo Ars Nova Ensemble) é um relâmpago que ilumina todo o século XVII, na companhia, por exemplo, das obras de Duarte Lobo, outro mestre da época. Manuel Cardoso é o derradeiro profeta de uma melancolia conservadora e anti-europeia que depois conheceria o brilho do barroco e do maneirismo posteriores (que marcariam Carlos Seixas); mas é sobretudo um altíssimo nome português que a ignorância atual maltrata. Ouçamo-lo um pouco.

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Pois a Europa.

por FJV, em 23.11.10

Muitos dos que agora choramingam «que a Europa não funciona», «que há um défice democrático na Europa», «que os países periféricos não têm poder nenhum», «que é o próprio sistema que está mal construído» — são os mesmos que, há menos de um ano, ainda achavam uma inutilidade que os povos europeus aprovassem os tratados, vigiassem «as instituições», votassem referendos e tivessem opinião.

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Outra evidência.

por FJV, em 23.11.10

Tão claro como água.

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Irlanda, 2.

por FJV, em 22.11.10

Nunca acreditei no Tigre Celta. Bebi demais, na Irlanda. Ouvi muita música, demais, na Irlanda. Quem leu Brendan Behan, Sean O`Casey, Bowen, Flann O`Brien, Liam O`Flaherty, Yeats, Kavannagh, Mahon, Seamus Heaney, a prosa de Colm Tóibín, Frank Ronan, Banville, sabe do que esta terra respira. Vestiram-nos de executivos na ponte aérea para Londres e nos intercontinentais para Boston, acolheram regras «continentais» (eles, que foram ilhéus de uma outra ilha), tentaram higienizar os muros da Factory, os jardins de Dun‘ Laghoire, as ruas de Cork, Clifden, Galway ou Sligo. Para fabricar o Tigre Celta estragaram uma parte da minha Irlanda. Mas um resto dessa Irlanda (a dos campos, a dos declives, a antiga) resiste sempre, como uma barreira silenciosa, uma tortura que não se diz noutra língua. Está aí o Tigre Celta. Armado.

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Irlanda, 1.

por FJV, em 22.11.10

Todos insistem nas diferenças entre a Irlanda e Portugal. Claro que há diferenças; há, por exemplo, quem pense que é preferível ter uma crise financeira que exige ajuda de instituições financeiras para liquidar os buracos abertos pelo apoio estatal à banca privada (o que acontece na Irlanda), do que viver no coração de uma crise económica e política mais profunda (como em Portugal).

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Evidências.

por FJV, em 22.11.10

O Tomás tem razão; um ministro das finanças dava jeito. O problema é que o primeiro-ministro, como o Tomás escreve, não reconhece evidências.

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Exacto.

por FJV, em 22.11.10

 

«Uma cultura que se organiza para fugir à rotina acaba nos braços dos antidepressivos e ansiolíticos. A rotina é arma certa para desafiar o mandamento estóico (o passado é tudo o que temos de seguro). Não somos escravos da rotina, somos é torturados pelos sonhos.»

Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.

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Todos a arrecadar.

por FJV, em 19.11.10

E basta serem empresas concessionárias de auto-estradas ou têm de ser empresas amigas?

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Ora cá está.

por FJV, em 19.11.10

Via Pedro Correia chego às esperadas considerações do Avante! sobre a libertação de Aung San Suu Kyi. Os bons espíritos reencontram-se sempre, nem que seja no inferno.

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Dulce. 1928-2010.

por FJV, em 19.11.10

Dulce Cabrita morreu ontem. Conheci-a tarde demais, com Dinis Machado, com quem viveu e a quem cuidou durante anos. Nos últimos tempos ajudou-nos (na Quetzal) a preparar a edição de alguns volumes de inéditos de Dinis Machado, que guardara com ternura (não me lembro de outra palavra, agora). Meio-soprano (no T.N. São Carlos) que interpretou, entre outros, Lopes-Graça, Dulce Cabrita estudou economia e foi bibliotecária. Numa entrevista que assinalava os seus oitenta anos, no Expresso, escrevia-se: «Aceita o despojamento total. Não quer glórias. Não quer mais palco. Basta-lhe cuidar do legado de Dinis. Basta-lhe a memória. Basta-lhe o amor. Basta-lhe o silêncio.» Nasceu a 17 de Novembro de 1928; morreu na madrugada de 17 para 18 de Novembro de 2010.

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História de proveito e exemplo, ou aproxima-se o dia em que quem faz as leis também faz a moral.

por FJV, em 19.11.10

«É uma história de proveito e exemplo e todos os pais a deveriam ler à noite aos filhos para que eles possam aprender que, ao contrário do que professores antiquados ainda ensinam na escola, não é com estudo e trabalho, ou com mérito, que se vai longe na vida.

Pedro era um petiz de palmo e meio e frequentava o ensino secundário. Vivia com o pai, funcionário do PS, numa casa da Câmara de Lisboa pagando 48 euros de renda. Cedo percebeu que, se tirasse um curso superior, decerto acabaria como caixa de supermercado e, miúdo esperto, rapidamente deixou as aulas e se tornou, como o pai, funcionário partidário. Estava lançado na vida.» Ler aqui o resto do texto de Manuel António Pina.

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Proviodence, Rhode Island.

por FJV, em 19.11.10

Foto tirada por Onésimo Teotónio de Almeida ontem à tardinha. O esplendor outonal de Rhode Island e de Providence para nosso gozo — e para matar saudades nossas de Nova Inglaterra.

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O «regresso» da Filosofia.

por FJV, em 19.11.10

Finalmente, o Ministério da Educação acedeu em fazer regressar os testes de Filosofia, desaparecidos desde 2007; gente tão astuta e inteligente, informada e moderna, auto-suficiente com tantas plataformas tecnológicas, pôde — às claras — desdenhar da Filosofia. De facto, para que serve a Filosofia quando temos a verdade do nosso lado? Noto, no entanto, que isso não significa ainda uma revalorização da Filosofia no secundário, evidentemente; não se pode querer tudo. Para já, a atenção é concedida «aos problemas que os jovens sentem e que os perturbam»; a história da Filosofia é coisa do passado; não se fala abertamente, ainda, do que andaram a fazer Descartes, Espinosa, Kant, Hegel, digamos, ou vá lá Platão, Aristóteles (já que Sócrates era jogador de futebol) ou Tomás de Aquino, Marx ou Nietzsche. Eles andaram a fazer alguma coisa, alguma coisa eles sentiam e os perturbava. Mas é um avanço.

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Sem legendas.

por FJV, em 19.11.10

Santiago de Compostela.

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Plástico e acrílico.

por FJV, em 19.11.10

Excelente capa da Marca de hoje, numa adaptação de Goya. A Comissão contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância no Desporto (um nome pomposo na Espanha de plástico e acrílico, muito semelhante à outra «comissão de reforma dos horários»...) quer o castigo de Mourinho para mostrar que as indignidades do futebol só podem praticar-se às escondidas, de fato e gravata.

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