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Nomes que impõem respeito.

por FJV, em 26.07.10

Ontem estive na Feira do Livro de Peniche. Jantar bom, vento sobre a baía, neblina na Berlenga, as luzes da Consolação, salitre do Baleal – e gente preciosa com quem se fala muito bem, e de quem se ouvem histórias para vários livros. E este momento culminante, na hora da fila dos autógrafos, depois de falar um pouco com o leitor (de passagem: um excelente leitor): «Diga-me o seu nome...» Uma micropausa, antes de responder: «Petrónio.» «Petrónio?» «Sim. Petrónio Augusto.» Não só o visitante de Trimalquião, o ironista de Satiricon — mas, ainda por cima, com desinência imperial.

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Dois meses de espíritos escandalizados.

por FJV, em 26.07.10

O «caso Carlos Queiroz» começou há muito tempo e, embora mereça discussão, leva muito tempo a alinhavar. Pessoalmente, acho que Ronaldo tinha razão: «Assim não vamos lá, Carlos...» E não fomos. Mas isso já foi há muito tempo. De modo que é preferível tomar os últimos episódios como referência: de repente, o secretário de Estado diz que há «factos graves» e o presidente da FPF diz que é «um assunto delicado». Factos graves e assuntos delicados são matéria de todos os dias em clubes de futebol. Terá Queirós insultado a equipa do anti-doping no estágio da Covilhã? Só dois meses depois é que o inquérito revela «factos graves»? Só dois meses depois é que o assunto é «delicado»? Se Portugal tivesse ultrapassado a Espanha (ou cilindrado a Costa do Marfim), e já uma glória nacional, o governo e a FPF tinham disponibilizado uma equipa do anti-doping para Queirós praticar insultos e atirar-lhes cascas de tremoço? Ou demoraram apenas dois meses a escandalizar-se? O que teria sido assim tão grave? A suspeita não tem fim, como se sabe. Mas ver tantos espíritos ofendidos dois meses depois, isso sim, desperta ainda mais curiosidade. Factos graves? Um mimo.

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Idiot Parade.

por FJV, em 26.07.10

As imagens de Duisburgo não merecem muitos comentários. As frases que ficam são suficientes:

  • “Vi mortos no túnel. Outros estavam vivos mas desmaiados no chão. Outros choravam. As pessoas estavam desidratadas, algumas tinham bebido demais ou tomado drogas... No fim, fui dançar para o festival porque queria descomprimir. Mas perdi o rasto aos meus amigos”.
  • “Toda a gente continuou a dançar, embora alguns se calhar até tivessem amigos que morreram. E no fim, os organizadores chegaram mesmo a dizer: ‘Queremos agradecer-vos este belo dia’”.

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Pontos de vista.

por FJV, em 26.07.10

O Público está a tornar-se exímio em matéria de títulos e leads de notícias. Em matéria política, mas também «desportiva». Na primeira página do online, e a propósito da vitória do FC Porto sobre a Sampdoria, a entrada (3 linhas) não deixava de lembrar o óbvio: «o FC Porto, terceiro classificado no campeonato», caso alguém fosse esquecer-se; lá dentro, para mostrar que a vitória sobre os italianos, enfim, era desprezível, lá se esclarecia que tinham ficado em 4.º lugar do campeonato italiano, não eram propriamente uns ases. Contraste muito notado com a notícia, quase eufórica, da vitória do Benfica sobre o Mónaco — os que ficaram em 8.º lugar do campeonato francês.

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