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Acasos, 20.

por FJV, em 31.03.10

 

Jay Jay Johanson, «So Tell The Girls I Am Back In Town»

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Acasos, 19.

por FJV, em 31.03.10

 

Grizzly Bear, «Ready, Able»

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O cantinho do hooligan. Um steward.

por FJV, em 31.03.10

Gostei daquele esbracejar do Dr. Costa, na SIC-Noticias. Aprendeu bem. É um verdadeiro steward, ou lá o que é. Ou um sindicalista dos stewards. Dos stuardes.

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Silvassa, por exemplo.

por FJV, em 29.03.10

Hoje confinados ao extremo ocidental, é natural que recordemos as “partes do Império”. Há autores que vão escrevendo sobre as suas (ou dos outros) memórias de Angola e Moçambique, por exemplo. O timorense Luís Cardoso trouxe-nos a sua ‘visão ultramarina’. Cabo Verde tem a sua literatura há muito, e os portugueses não têm memórias coloniais do arquipélago. Raquel Ochoa, em A Casa-Comboio (Gradiva), recria a presença dos portugueses na Índia (Nagar-Aveli, Diu, Damão, Goa) durante 450 anos, através de uma história familiar e comovente. Para primeiro romance é muito bom – e convinha que os seus leitores se dessem conta de que têm nas mãos um documento excepcional que recupera para a nossa literatura um mapa que, desde o salazarismo, tem sido ignorado e maltratado.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Douta Ignorância, emblema antigo.

por FJV, em 29.03.10

Bruno Vieira do Amaral, Rui Passos Rocha e Tiago Moreira Ramalho estão unidos pelo emblema («douta ignorância»). A ver se a raiz vem de Sócrates ou de Nicolau de Cusa.

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O cantinho do hooligan. Já está.

por FJV, em 28.03.10

Um golo, o regresso. Espero que tenha dedicado o golo e o jogo ao cavalheiro da Liga.

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Bandidagem.

por FJV, em 27.03.10

Várias almas se têm dedicado a tratar o tema ‘a violência no desporto’. Algumas delas estão no paraíso das chamadas ‘instituições do desporto’, o que é um erro clamoroso – devia ser caso para chamar juristas e polícias, além de professores de boas maneiras. Os juristas enumerariam as leis que já existem, os polícias tratariam de fazer aplicá-las e de reter os prevaricadores – e os professores de boas maneiras (que não abundam) exerceriam o seu mister junto dos, assim chamados, jogadores cujo comportamento merece reparo. Os estádios, que são um espaço público, deviam ser lugares onde as pessoas não corressem o risco de serem assaltadas por esses energúmenos. Uma coisa é jogar e ver jogar à bola, o que se aceita; outra, totalmente diferente, é estar à mercê da bandidagem.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Televisão.

por FJV, em 27.03.10

Volta a falar-se da privatização da RTP. Periodicamente, o assunto regressa e toda a gente sabe que não se avançará muito na discussão porque, tal como estão as coisas, interessa a todos os partidos manter um módico de controle sobre a informação da televisão pública. O problema não é esse. A questão está em ver se a RTP (supõe-se que seja a RTP1) oferece alguma coisa substancialmente diferente do que oferecem os outros canais – e se a sua (eventual) qualidade for uma marca distintiva. Não me parece, se bem que haja arremedos. Nesse sentido, a privatização da RTP faz sentido. O que o ministro das Finanças diz é outra coisa: primeiro põe-se a RTP com as contas em dia à conta do orçamento do Estado; depois, sim, vende-se. Exatamente ao contrário do que é preciso fazer.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Bibliografia.

por FJV, em 27.03.10

Um livro de Janeiro deste ano.

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Herculano

por FJV, em 27.03.10

 

Neste domingo serão assinalados os 200 anos do nascimento de Alexandre Herculano. Para uma ou duas gerações de portugueses, o nome de Herculano estará sempre ligado a Eurico, o Presbítero, lido nas escolas e escondido nas estantes. É pena. Alexandre Herculano foi um dos mais importantes pensadores portugueses, um cético em matéria política, um talento extraordinário como historiador. A sua obra e a sua mensagem nunca foram muito populares – e o retiro de Vale de Lobos, onde se recolheu, acaba por ser uma imagem recorrente dos desiludidos da política e dos homens. A vida portuguesa repete os falhanços e as falsas esperanças de há dois séculos e, por isso, convém estudar o século XIX e a obra de Herculano. Mudámos muito desde então, mas a sensação de catástrofe mantém-se.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Magalhães.

por FJV, em 26.03.10

Daqui a um ano convinha sabermos o que se ganhou, na escola propriamente dita, com o programa Magalhães e os e-escola e e-escolinha, nomes que, pronunciados numa comissão parlamentar de inquérito, devem soar bem, devem.

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«O filme ao contrário.»

por FJV, em 25.03.10

O excesso de zelo do Eduardo levou-o a cometer uma injustiça. Acontece. Foi reparada aqui, com frontalidade, o que é raro na blogosfera, mas habitual no Eduardo. É claro que Aristides de Sousa Mendes teve estados de alma e fez o que fez. A questão em que Carrilho esteve envolvido não se lhe compara; mas serve para definir o que são o carácter e a dignidade intelectual do ex-ministro diante de uma decisão tão errada como a do governo português. Concordo com o Eduardo nisto: se Carrilho tivesse votado contra a orientação do governo português não lhe restaria outra solução se não apresentar a demissão, ou ser demitido, expondo a grave perversão da decisão portuguesa.

 

Um pequeno reparo ao post de Eduardo: o cavalheiro egípcio não se fez notar apenas por «posições anti-semitas»: ameaçou queimar livros da biblioteca de Alexandria, desempenhou o papel de censor, mandou prender e foi cúmplice em detenções arbitrárias; enfim, mais do que distinguir-se por «posições anti-semitas». Não se sabe que compromissos teria o governo português com o Egipto ou a «linha da frente», mas um currículo destes para um cargo da Unesco parece excessivo. Mesmo sem estados de alma. E, sim, Eduardo, é legítimo que festejemos a derrota da posição defendida pelo governo português.

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O cantinho do hooligan. Para lá do bem e do mal, 2.

por FJV, em 25.03.10

Recuso-me a justificar os maus resultados do FC Porto nesta fase do campeonato com as decisões e as manigâncias do CD da Liga de Futebol. São coisas independentes – mas com «canais de comunicação». Toda a gente percebe que o CD da Liga está onde está para cumprir o serviço e servir de palco a um cavalheiro que gosta de aparecer nos telejornais para mostrar que é ele que manda. Infelizmente, é ele quem manda. Verificou-se que é uma péssima escolha para um orgão com essa responsabilidade e essa relevância. É um fundibulário de pacotilha e um ironista de terceira ordem; e se isso não bastar, fica dito que, com aqueles gestos de pantomineiro, as suas decisões se assemelham a uma palhaçada.

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O cantinho do hooligan. Para lá do bem e do mal.

por FJV, em 25.03.10

Hermínio Loureiro demitiu-se da presidência da Liga. Fez bem. No entanto, ao justificar-se com o acórdão do Conselho de Justiça da FPF, acaba por reconhecer que um dos objectivos da sua presidência era a aplicação dos castigos ao FC Porto e aos seus jogadores. Acreditávamos que havia um princípio de «independência de poderes» e que as decisões do Conselho de Disciplina e Ricardo Costa não estavam incluídas no plano de trabalho da presidência da Liga; puro engano. Loureiro confirma por este meio que uma desautorização a Ricardo Costa e ao CD é uma desautorização à sua presidência. Sendo assim, estamos para lá do bem e do mal.

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O cantinho do hooligan. Trabalhos preparatórios, 1.

por FJV, em 23.03.10

O hooligan está a dar voltas à cabeça, preparando o plantel do próximo ano. Primeira lista de dispensas: Tomás Costa, Valeri (não sei que te diga, Diego Hernán), Guarín (Ruben Micael já fez mais assistências do que o colombiano e só entrou a meio da época), Ernesto Farías (uma incógnita, vou esperar pelo jogo de logo à noite), Jorge Fucile, Mariano González (18 jogos, 1 golo, 13 remates, creio que 93 passes falhados), Bruno Alves (a vida é assim mesmo ou vais ter de ir ao tratamento) – e Hulk (eis um avançado que em 12 jogos, antes de ser suspenso, rematou 27 vezes e marcou 2 golos, um de penálti; o nome verdadeiro, Givanildo, também não ajuda), em podendo. Rolando marcou dois golos e dois auto-golos, é uma incógnita — mas, para um defesa de origem caboverdiana ter sofrido maior número de faltas do que as que cometeu, é um marco. Está em aberto, está em aberto.

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O cantinho do hooligan. Perigo, perigo.

por FJV, em 22.03.10

Tenho a impressão que, durante o jogo, a jogada de maior perigo contra o Benfica foi aquele remate de Kardec contra a própria baliza.

 

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A Poesia Vai Acabar.

por FJV, em 21.03.10



A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —

 

Manuel António Pina

Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde

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Insistir na asneira.

por FJV, em 21.03.10

Parece que alguém anda a exigir a demissão de Manuel Maria Carrilho de embaixador de Portugal junto da Unesco por se ter recusado a votar — conforme as altíssimas indicações do governo — num cretino anti-semita e pirómano que queimava livros, para um alto cargo dessa instituição. Estejam atentos.

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Acasos, 18.

por FJV, em 21.03.10

 

Vampire Weekend, «Cape Cod Kwassa Kwassa»

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Acasos, 17.

por FJV, em 20.03.10

 

Smog, «Feather by feather».

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Acasos, 16.

por FJV, em 19.03.10

 

Kings of Convenience, «Winning a battle, losing the war»

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Os trabalhos e os dias.

por FJV, em 19.03.10

Tente-se. Divertimento e tranquilidade.

 

Observar nuvens, observar pássaros, observar livros em caixotes.

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Toponímias.

por FJV, em 18.03.10

A história dos nomes de rua tem alguma razão de ser mas obrigará o PS a um jogo de cintura parecido com o de um contorcionista de circo. Há opiniões que também têm razão de ser, e Ferreira Fernandes resume bem o problema: «Mas estar vivo ou morto o que tem a ver com o assunto?» A questão é essa, e insolúvel. Quantos mortos verdadeiramente indignos deram nome a ruas que, só pelo nome que levam, nos deviam impedir de andar por elas?

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Caderneta.

por FJV, em 18.03.10

 

Faz de conta que já postei o vídeo do Tiago, do Samuel, etc.,, São Sete Voltas P´rá Muralha Cair.

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Tarzan.

por FJV, em 18.03.10

São vinte e oito livros – as aventuras de Tarzan. Foram escritas por Edgar Rice Burroughs, que morreu há sessenta anos na Califórnia (cumprem-se amanhã, exatamente) sem ter ido a África. O herói era branco e devidamente depilado, como um ginasta americano, pronto a ser interpretado por Johnny Weissmuller ou Elmo Lincoln. Andar de liana em liana, namorar Jane, relacionar-se com os animais, proteger os desprotegidos – tal era o programa de Tarzan, o menino abandonado na selva, à semelhança do que os europeus do século XVI tinham também previsto para as suas utopias ultramarinas. Burroughs escreveu muito mais do que as histórias de Tarzan (sobretudo ficção científica), mas só essas atingiram a popularidade servida pelo cinema. Recordá-lo é prestar um favor à inocência.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Casa.

por FJV, em 18.03.10

A Mesquita de Lisboa comemorou ontem 25 anos de existência. Desde o século XV, que nenhum templo muçulmano tinha sido construído em Lisboa. Um dia, depois do 11 de Setembro, levei o rabino de Lisboa à mesquita para tomarmos um café e, na semana seguinte, levei o xeique à sinagoga Shaare Tikvá para almoçar. Se há uma vantagem de que podemos usufruir em Portugal é o de sermos mais tolerantes em matéria religiosa. Temos razões para isso: a perseguição religiosa deixou Portugal mais pobre desde o século XVI. A sinagoga de Lisboa teve de esconder a sua porta até 1974. Os protestantes foram silenciados e marginalizados. Só com a descolonização Portugal descobriu que havia muçulmanos no seu território. São muitos anos de desconfiança e de maldade. Mas cada um já tem a sua casa.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Laboratórios.

por FJV, em 18.03.10

Uma parte do segundo mandato do governo de José Sócrates está ocupada em corrigir patetices cometidas no primeiro. No caso da Educação, a ministra Isabel Alçada reagiu bem ao “caso Leandro”, mandando efetuar novo inquérito e declarando-se preocupada com a violência nas escolas, mais do que com as estatísticas e estatutos adquiridos. Mas a correção não abrange apenas os governos socialistas – ao longo dos últimos 30 anos houve demasiados sociólogos e pedagogos a tentar explicar o fenómeno e poucos políticos a tomar as decisões corretas. O que prova que a verdadeira revolução no ensino tem de começar pelos ‘corredores do Ministério’, onde se albergaram os técnicos que fizeram das nossas escolas vulgares laboratórios e, dos alunos, cobaias. O resultado é como se vê. Mau.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Lei da rolha.

por FJV, em 18.03.10

O ressentimento de Santana Lopes permitiu que um dos factos relevantes do recente congresso do PSD tivesse sido a “lei da rolha”, que suscitou indignação merecida e justificada. Todos os partidos têm fugas estatutárias que permitem outras rolhas. Cumpre no entanto dizer-se que a proposta foi aprovada por larga maioria, o que sintetiza bastante a opinião que “os portugueses” têm sobre “a liberdade” e a “asfixia democrática”. Durante a guerra civil do século XIX, D. Pedro IV sabia do que falava quando lançou o aviso: “Portugueses, não me obrigueis a libertar-vos pela força!” Claro que “os portugueses” não se deixaram impressionar com a ameaça, e preferiram a força. Parece que, no caso do PSD, as bases estão fartas de vozes dissonantes – mas, mesmo assim, causa impressão.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Dois versos de Fernando Assis Pacheco.

por FJV, em 15.03.10

«Peçam grandiloquência a outros
Acho-a pulha no estado actual da economia»

 

Variações em Sousa, 1987

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Asfixia e medinho.

por FJV, em 14.03.10

O congresso de Mafra resolveu impedir os militantes do PSD de se pronunciarem ‘negativamente’ sobre a direcção partidária nos sessenta dias que precedam eleições. Ou seja, durante dois meses o PSD autoriza a ‘asfixia democrática’, com lei e articulado. Salvo erro, a medida é anticonstitucional. Para quem criticava a forma como os militantes do PCP elegiam os seus líderes, parece coerente, não?

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