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E hoje, Pitta na Fnac Chiado.

por FJV, em 10.02.10

Hoje, na Fnac Chiado, às 18h30, Pedro Mexia apresenta o novo livro

de ensaios de Eduardo Pitta.

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Telhados.

por FJV, em 10.02.10

Na altura em que convinha criticar, duvidar, denegrir ou desvalorizar Cunha Rodrigues e Souto Moura — não era escândalo nenhum. Nessa altura, a PGR era criticável. Podia duvidar-se inteiramente das suas conclusões, das suas estratégias e do seu trabalho, ou exigir o «conhecimento integral» de processos em segredo de justiça. Agora, não. Vamos esperar pela próxima semana. Quem sabe na outra.

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Cavalheiros.

por FJV, em 10.02.10

Em A Gente de Smiley, de John Le Carré, George Smiley passeia com o seu chefe num jardim; chove; era o golpe fatal contra Karla, o «arqui-rival», e tinham combinado que — a partir daquele momento — cada um estava por sua conta. Smiley comenta, para si próprio, que o outro é um cavalheiro. Um gentleman. Por isso, a chuva não caía sobre ele.

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Paranormal.

por FJV, em 10.02.10

O filme Atividade Paranormal tem provocado desacatos em Itália, segundo parece. A história é a de um “fantasma demoníaco” que aterroriza uma casa e os seus dois ocupantes – nada de novo. Apenas isto: há pessoas que caem redondas, vomitam ou ficam em estado de choque e são hospitalizadas. A culpa é do filme? Vejamos: esses casos ocorrem com menores de idade, sensíveis e impressionáveis. O terror é um segmento da cinefilia que só devia poder ver-se com atestado médico. Nem todos os filmes são para todas as idades, nem todos os livros têm o mesmo efeito em idades diferentes. O filme, de facto, é fancaria, bom para impressionar – mas apelar à censura é o mais fácil. Só vai ver quem quer, ou quem gosta de testar os nervos. Não se queixem: é a receita mais velha do mundo.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Ainda o mesmo.

por FJV, em 10.02.10

Por exemplo, John Terry. Por exemplo Tiger Woods. Exemplos distantes de como não se pode estar simultaneamente em dois lugares. Pessoalmente, a história dos adultérios de cada um não me diz respeito e defendo o direito de Terry e de Woods ao bom nome e à reputação. Eu estaria, aliás, na primeira linha, a defender o seu (de cada um deles) direito ao adultério. Mas um cavalheiro não pode apresentar-se nas páginas de family & gardening do Usa Today ou do Telegraph, como exemplos, respectivamente, de excelente marido e de excelente pai («o pai do ano», salvo seja) e, ao mesmo tempo, como herói das capas da Adultery and Polygamy ou da Sex Under Water. O resto é aquela história de o Homem, ai dele, ser naturalmente bom, coitadinho. Se as pessoas aceitam a glória de serem capas da Happy Family & Childcare e vestem a farda de exemplos para a boa sociedade de Chelsea ou Hamptons, creio que sabem que não lhes convém aparecer na Sex Stallions of the Western World. Independentemente do que eu acho acerca do seu direito ao adultério ou do seu direito à privacidade. Lembra-me, aliás, a história das pessoas que abrem as suas casas à visita da Caras ou da Lux, a quem mostram as crianças e contam o que lhes apetece e lhes convém, e com quem passam um fim-de-semana nas areias de Búzios ou num château de fancaria, cheio de arrebiques — e depois se queixam da invasão da privacidade.

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Evidências.

por FJV, em 10.02.10

O meu caro Pedro Marques Lopes invoca, neste post, a necessidade de fazer a defesa de direitos pessoais consagrados no art.° 26 da Constituição. Estou de acordo. Uma coisa não impede a outra. Ou é necessário estarmos sempre com defesas adversativas? [Do género: sim, eu peço isto, mas não posso esquecer o seu contrário...]

É evidente que isso tem um preço, como se sabe. Por exemplo, um ministro que no seu tempo telefonava para a RTP a pedir o alinhamento do Telejornal, pode estar agora na primeira (vá lá, na terceira ou quarta) linha a pedir que o governo não interfira «na comunicação social»? Não pode.

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Chips.

por FJV, em 10.02.10

Na Alemanha, reservas ao GoogleStreetView.

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Ausência.

por FJV, em 10.02.10

Durante uns dias, e que dias, o Origem das Espécies esteve ausente. Muito trabalho, saltitando entre Lisboa e outras cidades, trabalhando de madrugada e alimentando insónias. Regressa a meio gás. Irá recuperando devagar, mas sem fôlego para muito mais.

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Faltam 15 dias.

por FJV, em 10.02.10

Lançamento nacional: dia 25, na Póvoa de Varzim, durante as Correntes de Escrita.

Primeira tradução mundial, uma semana depois da edição espanhola.

Tradução de Cristina Rodríguez e Artur Guerra.

 

Lançamento em Lisboa: no MusicBox (Cais do Sodré) com rock afinado pela literatura de Roberto Bolaño, com o DJ irmaolucia, na semana seguinte, na noite de 5 para 6 de Março (a partir da 1h30).

 

Veja esta história sobre Bolaño.

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Afiem o dente, canibais(*).

por FJV, em 10.02.10

Estão aí Claudio Magris (Danúbio, o grande romance europeu), Susan Sontag (lá mais para o Verão, sairá o primeiro volume do seu diário, Reborn), Lourenço Mutarelli (A Arte de Produzir Efeito sem Causa, uma história non-stop, vinda do Brasil) e Mempo Giardinelli (Fim de Romance na Patagónia, a história de uma viagem literária entre a desolação do Chaco e os grandes lagos do sul, a bordo de um Ford Fiesta...). Só saem no fim do mês, mas podem guardar espaço nas estantes.

 

(*) - Expressão de Fernando Assis Pacheco, no seu saudoso «Bookcionário», no semanário O Jornal.

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Aceitem-nos de volta.

por FJV, em 10.02.10

Os “alunos do básico e do secundário” tiveram um dia destes a sua jornada nacional de luta e alguns deles manifestaram-se em frente ao Ministério da Educação para pedir aulas de educação sexual, o fim dos exames nacionais, das aulas de substituição e das provas de recuperação. Bonito. Também querem um novo estatuto do aluno, porque devem considerar o atual muito restritivo. Além disso, estão infelizes porque os bares e refeitórios estão a ser explorados por privados. Este género de “reivindicações” nem merece ser discutido, mas os governos anteriores contaram com os meninos como “parte da comunidade educativa” em vez de lhes distribuir deveres para casa e obrigações a que não podiam faltar. Agora aturem-nos e aceitem de volta os chavões e os disparates. Aprenderam todos.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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