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Iluminar o coração.

por FJV, em 21.12.09

O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, pela sua independência e exigência, é um dos que vale a pena seguir. Este ano a distinção foi para As Têmporas da Cinza, de A. M. Pires Cabral (Cotovia). Pires Cabral é pouco conhecido, o que não significa nada. É um dos nossos raros grandes poetas; vive em Vila Real, sob a penumbra do Marão e os seus versos têm o arrebatamento de uma tarde de Outono – falam de coisas mínimas: melros, relâmpagos, cancelas das hortas, caçadores, vales escurecidos pela tarde, animais da serra, homens perdidos nas aldeias, vidas intranquilas no Nordeste. Ler a sua poesia é um caminho para iluminar o coração. Mas não só: também para respirar, que é uma coisa antiga, com a nossa idade, com a idade da poesia. Raros poetas o conseguem com a sua limpidez.

[Na coluna do Correio da Manhã]

 

Entrevista de A.M. Pires Cabral a Carlos Vaz Marques, publicada na revista LER. (PDF).

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O cantinho do hooligan. Estavam à espera, eu sei.

por FJV, em 21.12.09

[Eu sei que devia ter escrito mais cedo, mas adormeci entretanto.]

 

1. Primeira necessidade: dar os parabéns ao Benfica. Custa, mas é a vida — uma coisa é ser hooligan, outra é ter medo de seguir em frente. Foi isso que lixou a equipa ontem: o medo de ganhar.

2. Primeira constatação: posso inventar desculpas, mas, mesmo não tendo sido banho de bola, acho que não vale a pena — o Benfica ganhou porque foi melhor e porque não inventou tanto. Jesualdo inventou Guarín para defender o meio-campo (em vez de ter mantido Belluschi, que tinha jogado em Madrid) e escondeu Varela (prendendo Hulk ao banco, que é o seu lugar nos primeiros 45 minutos), cheio de medo. O resto lá se arranjaria. Chover no molhado. Ou melhor, tratando-se daquele estádio: chover na lama. De qualquer modo, os melhores foram Javi García e David Luiz.

3. Se Hulk e Sapunaru fizeram asneira no túnel, devem ser punidos e, no Olival, pendurados pelas orelhas para exemplo à comunidade (Hulk por vários motivos; Sapunaru porque sim). Nós ainda não descemos até ao patamar (atenção: eu escrevi «patamar») do Rui Costa.

4. Sonhei que devíamos ter jogado com Jorge Costa, Bruno Alves, Aloísio, André, Jaime Magalhães, Frasco, Rodolfo, Juary & Madjer, Domingos, e por aí fora. Estes não tinham medo.

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