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O Sr. Juiz.

por FJV, em 19.12.09

Salvo erro, ainda não vi gente em pranto, rasgando-se, aos saltos, por causa da intervenção do sr. presidente do Supremo Tribunal de Justiça, num dos ataques mais frontais à liberdade de imprensa. Que um trauliteiro o faça, munido dos instrumentos habituais, estamos habituados; que um presidente do Supremo Tribunal de Justiça peça um tribunal de excepção — digamos, um Tribunal Plenário — que integre a «estrutura política do Estado» (políticos nomeados pelo governo?, pelo Parlamento, pela vizinhança?) para julgar a imprensa e os jornalistas, é não apenas grave como estapafúrdio.

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Mais um queixinhas profissional.

por FJV, em 19.12.09

E de grande gabarito. Coitadinha «da agenda da PS» que foi vítima de mais esta intromissão exagerada, malvado do Presidente da República que andou «a intrometer-se na agenda dos partidos e, no caso vertente, do PS», coitadinho do Sérgio Sousa Pinto. Ajudem-no.

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Estudos de mercado.

por FJV, em 19.12.09

A ironia de Jaime Bulhosa em redor dos estudos de mercado sobre a ocupação de espaço nas livrarias.

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Insistir não faz mal nenhum.

por FJV, em 19.12.09

José Medeiros Ferreira chamava ontem a atenção para a «inocente» proposta de um «seguro obrigatório» para sismos. Pensei que a coisa não passava sem discutir-se, mas estava enganado. O Público (pelo menos) mencionava a proposta como um avanço civilizacional sem discutir a bondade e o «a quem aproveita» desta bravíssima «iniciativa legislativa». Vendo bem, os Elementos sabem o que fazem – avisam por sismos. E o que avisaram eles? Que as companhias de seguros e os bancos proprietários precisam de novas fontes de rendimento obrigatório. Vai daí, as autoridades arranjaram maneira de pôr as placas tectónicas em movimento, para mostrar como o mundo é perigoso e que só se salva com mais um seguro obrigatório. O meu país não dispensa a palavra «obrigatório»; chama-lhe «uma inevitabilidade».

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Um congresso, ou «o concurso de ideias».

por FJV, em 19.12.09

A proposta de fazer um congresso do PSD é peregrina – problema interno, afinal. Parece que o objectivo é discutir ideias. Vista de fora, esta gente tem a sua piada. Ao fim de meses e meses a debater ideias em circuito fechado, a estratégia (luminosa!) é vir agora discuti-las em palco aberto, comovendo o país – mas com poucos efeitos práticos, uma vez que a «escolha da liderança» ficaria para depois, já com as ideias assentes e os candidatos escolhidos a dedo. Limpinho.

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Recentrar o debate.

por FJV, em 19.12.09

É capaz de haver razões desconhecidas para que a Red Bull Air Race tenha passado para Lisboa; seja como for, o meu país discute uma prova de aeronaves enquanto um presidente da Câmara de Paredes ergue um mastro de cem metros para hastear a bandeira. Cem metros, um milhão de euros. Um mastro destes nem merece discussão – é para o Guinness. É o que se chama recentrar o debate.

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