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O regime, 2.

por FJV, em 10.12.09

O Luís M. Jorge tem uma tese mais cordata e serena sobre a questão do regime. No fundo, os cidadãos fazem a sua vida – as guerrilhas fazem parte da história natural das sociedades. Como dizia Richelieu, «é preciso chamar suavemente os espíritos à razão e não passar nunca de um extremo ao outro» (Testamento, sobre as desordens na justiça). Pode ser. Ainda Richelieu: «Dificilmente se poderia mudar a ordem estabelecida para a disposição dos ofícios sem alterar o coração daqueles que os possuem, caso em que seria de temer que, enquanto no passado serviram não pouco para conter os povos no seu dever, no futuro eles contribuíssem mais do que nenhuns outros para os seus excessos. É por vezes prudente enfraquecer os remédios, para que eles façam mais efeito; e as ordens mais conformes à razão nem sempre são as melhores, porque por vezes não são proporcionadas à capacidade daqueles que as devem pôr em prática.»

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Poesia. [act.]

por FJV, em 10.12.09

Vai ser lançada em Lisboa a antologia Poemas Portugueses, organizada por Jorge Reis-Sá e Rui Lage (edição Porto Editora), com prefácio de Vasco Graça Moura e notas biográficas assinadas por dezenas de autores. É um registo de mais de duas mil páginas que percorre oito séculos de poesia e cujo índice conviria estar nas nossas escolas para consulta e divulgação. A poesia não vale grande coisa para estes dias – é uma espécie de sobressalto, de língua que vem da sombra para dar às coisas um nome flutuante. Não há grande coisa para dizer sobre a poesia. Devia ler-se. Para dentro ou em voz alta. Não que faça falta “à cidadania” ou “à sensibilidade”. Às tantas, as pessoas viveriam melhor sem literatura – mas eu duvido. Faltar-lhes-ia um suplemento de beleza ou de devassidão.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Portugueses.

por FJV, em 10.12.09

Uma raça inusitada, de Valença e Antuérpia até ao reino do Sião. Um episódio da história do Corpo de Artilheiros e Engenheiros Portuguese na Ásia.

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O regime.

por FJV, em 10.12.09

O Tomás enuncia, aqui, o seu optimismo sobre o regime e a sua crise. Ele tem razão na ressalva; a maior parte das declarações sobre «o fim do regime» relevam mais da vontade de «um novo regime» do que da evidência de que pode nascer «um novo regime» (o Tomás apenas reconhece o rejuvenescimento da extrema-esquerda). Geralmente, trata-se da vontade de que apareçam «novos protagonistas» a ocupar o cenário e não de uma transformação das bancadas do parlamento, com novos partidos e um hipotético realinhamento «ideológico». O cansaço essencial tem a ver com isso – «este regime nascido em 1974/75» é o único possível, entretanto. Os seus rostos é que deviam mudar e, com eles, as lideranças, as linguagens, as referências, «os mundos». Ora, no meio disto, Tomás, o que falhou?

 

Nota: Sobre as novas e velhas gerações no parlamento, nada como um post sintético a propósito de um incidente de desbragamento.

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