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O cantinho do hooligan recupera de uma anemia.

por FJV, em 04.12.09

Há umas semanas escrevi que «depois da passagem à nova fase da Champions, talvez laterais e miolo respirem melhor e afinem a pontaria». Afastados dois repolhos e jogadores ainda em forma de enzima, reconduzida a pontaria, colocado Hulk no seu lugar (no banco, a aquecer), o primeiro teste passou hoje, em Guimarães. De resto, há «gente que escorrega em todos os jogos e se recusa a fazer passes acertados». Deve ser do frio. Às vezes, o frio está na cabeça. O hooligan acha que mais um jogo assim, e há sinais de penta. A gramática não está correcta, mas entende-se o essencial.

P.S. - Dizem-me, do outro lado do ringue, que a dose habitual de Orangeblast já não funciona. Como diz o mestre, agora é capaz de ser preciso recorrer à «estratégia posicional da bola parada», uma invenção genial do homem que bem merecia um patrocínio da chiclete Pirata, se ainda existisse.

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Tédio do que não devia ser tédio.

por FJV, em 04.12.09

Woody Allen acha que os americanos são sexualmente reprimidos e que as cenas de sexo idealizadas pelos americanos são «entediantes e aborrecidas». Há ondas. Vagas. Os anos sessenta passam por terem sido «os da libertação sexual»; os anos oitenta, os da regressão, com a Sida a ameaçar. O sexo transformou-se numa referência central de todo o discurso público, da publicidade à política. É impossível atravessar uma cidade, ler um livro ou ver um filme sem topar com ele, o sexo – uma das coisas mais sagradas da nossa vida. A sua banalização retirou-lhe o enigma, a perversidade e o pecado. Sem pecado, sem interdito e sem segredo, aliás, não pode haver sexo satisfatório. O cinema e a televisão, a arte pop e a net banalizaram tudo. Transformaram tudo no seu tédio particular.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Emails.

por FJV, em 04.12.09

O trabalhinho de desinformação foi muito mal feito. Tudo com sujeito, predicado e complemento directo. Fraquinho, fraquinho.

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Direitos civis.

por FJV, em 04.12.09

Estamos a exagerar. Todo o cidadão tem o direito de mudar de telefone quando alguém o avisa de que está a ser alvo de escutas.

 

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O cantinho do hooligan em veneração.

por FJV, em 04.12.09

Mortificante razia, nesta notícia do Público: o Benfica é, verdadeiramente, o maior clube do mundo e quiçá da península Ibérica. Longe de ser uma fantasia, cumpre-nos reconhecer que o Benfica tem cinco milhões de adeptos em Portugal (contra apenas 4 milhões em Moçambique, mais 4 milhões em Angola, recenseamento já devidamente auditado, o que faz dele também o maior clube português a sul de Melgaço, sem contar com Angola e Moçambique), catorze no mundo inteiro, sensivelmente um pouco menos do que a população do Rio de Janeiro, mas enfim, para lá caminha. Também nos cumpre agradecer a clarividência demonstrada pelo clube, que apesar dos ligeiros prejuízos (6 milhões e uns cêntimos), mantém ainda dezoito milhões de euros para comprar jogadores no início de 2010, e esperemos que os compre – mesmo que não se sagre campeão de Inverno, título que manteve durante jornada e meia no ano passado. O título de «campeão de Inverno» pode ser comparado, no ciclismo, a ter passado «em quase primeiro» na meta volante da Lixa, com o carro vassoura a chegar à Sra. da Graça.

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